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 * Anoto inevitabilidades ...*

 

 

 

Gostaria que a porta fosse fechada ao fogo. Por um momento que seja, que fosse absorvida a ideia de inevitabilidade. É que entre os gritos e as lágrimas rasgadas e tecidas no que foi feito ou não, seria importante que fosse dito o quanto esta existência é efémera. Que pouco importa o livro lido há semanas entre os segredos guardados lado a lado com o que mais nos importa. Mesmo que por vezes, em dias de agrura mais longa entre as raivas mais descrentes, não se revejam as sementes de um mundo imperfeito. Onde ninguém está sempre certo ou sempre errado.

 

Porque é desta inevitabilidade e fogo primário que temos medo. Da forma como na nossa fortaleza de metal e cimento somos reduzidos às cinzas da morte. Nós! Que sempre julgamos ser práticos e funcionais. Os que gostam de afirmar estar tudo bem para justificar a falta de doenças que nos consumam.

 

Eu tenho receio da existência de silêncios perante a expressão de filhos e mães em descrença. Não conseguir explicar, entre a visão das lágrimas e o negro das queimaduras, que quando tem de ser é. Que o fogo é um rebelde sem lei e não adiantam as expressões de indignação perante o culpado. Mas acima de qualquer outra razão, temo que não seja possível a explicação de uma inevitabilidade que nos rompe na ironia de uma mirada pelo vidro de um carro, entre a companhia escolhida e a dissolução absoluta. E temo não conseguir silenciar a certeza de que não voltará a haver mais fins de tarde e noites de luar.

 

O sofrimento é um ermo desmiolado. Nunca mente, realmente. Mas são as distâncias criadas entre as pessoas que mais pesam nesta inevitabilidade. Não o espaço físico de centenas de metros. Nem sequer na curta distensão de morrer ombro a ombro. Antes nos quilómetros que surgem tiranos com o fim dos que nos são queridos. Quase se revela preciosa a necessidade de choro silencioso e solitário. Perante a impotência.

 

 

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*Desejo eu aos que me interessam, o sofrimento, a solidão, a enfermidade, as perseguições, o opróbrio. Desejo que conheçam o profundo menosprezo de si próprios, o tormento da sua desconfiança, a angústia da derrota. E não os lastimo, pois que lhes desejo a coisa única capaz de demonstrar se valem ou não: a resistência.*

Friedrich Wilhelm Nietzsche

 

 

Essa tendência para a pequena mentira sem importância. O roçar profícuo do falsear em nome de bens maiores sempre me fascinou. Cativa-me a capacidade humana para mentir, principalmente se aparenta evitar males mais tenebrosos. A opereta falsamente orquestrada em nome da manutenção de algo já podre e decrépito. Tem a textura e densidade do olhar do cão raivoso em frente a um braço - sabemos que desgraçadamente estamos a viver uma pequena mentira: um pedaço de carne vai ser arrancado.

 

Existe até uma pequena elite de pequenos mentirosos. Generosos na sua pequena profilaxia de protecção porque por vezes mentir é necessário. Por vezes é até necessário que se rasgue a inteligência alheia com a mentira pequerrucha - esta sim, aguça e impõe o seu fascínio em mim! Veste-se de limpeza aos ventos e dispersão das más companhias enquanto massaja o ego de quem já nasceu inútil.

 

Cada corte feito, por cada sulco de mais uma dose de sabedoria induzida à força de pressão porque de outra maneira não é possível, é neste mentir coroado de brilhantes intenções que melhor pressinto o tipo de criaturas a habitar este plano de existência. Escancaradas em vénias mentirosas, naquela presunção e aceitação de que mais vale uma pequena mentira a aceitar a realidade.  

 

O pequeno mentiroso é um dançarino que, aparentemente, dizem, calça sapatos de cristal. Tem piada. Nunca percebi se é cristalino o mentiroso que acha as minhas qualidades ( que pensa serem poucas ou nenhumas...) mais importantes do que os meus defeitos ou se prefere trocar de sapatos e sair sem barulho quando lhe demonstro que sei exactamente o que dorme em cima do colchão da sua patranha.

 

 

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* In Albis ...*

 

 

 

Sou branco. Caucasóide por definição. Orgulho-me da minha cor de pele numa época em que tal parece assemelhar-se a blasfémia e intolerância. Por razões que desconheço e apenas a sofreguidão mental pode justificar, ter a pele clara e ser homem parece ser condição essencial e sintomática de potencial violador de senhoras, racista, mesmo que inconscientemente, e possuidor de privilégios em demasia.

 

Sou branco. Tenho olhos verdes. Não tenho vergonha de ser e ter. Não sou racista porque acredito que a superioridade se deve provar com acções e decisões, não por cores ou conceitos que nunca defendi. Não sou culpado pelos erros de outras gerações mas respeito e aceito tradições e ensinamentos passados. Sou assim, um infame nacionalista apenas porque me orgulho do que sou e do esforço despendido por outros no passado. Porque se erros foram cometidos, esses devem ser atribuídos a todas as raças e costumes.

 

Sou caucasóide porque nasci assim. Recuso-me a aceitar punição ou estigmatização de outros. Considero quem me julga violador, racista, homofóbico e extremista, um inimigo que deve ser isolado. Não me interessam as zonas de conforto alheias porque na generalidade da existência, poucas são as criaturas por quem sinto afinidade.

 

Não acredito em democracias. O ódio racial existe. Sempre existiu. Mas eu não odeio raças. Apenas se fizerem de mim o seu alvo a abater. Não se chama odiar uma raça. Chama-se sobrevivência. Quem tenta impor regras de conduta condenando-me em antecipação pela minha cor de pele tem o mesmo valor. Nulo.

 

A liberdade de expressão, bandeira de tantos e tantas que por estes dias parecem ter vergonha da sua cor de pele, deveria ser aceite na sua plenitude. Não apenas quando convém e concorda com o que se pensa. Por isso a igualdade é uma utopia, a liberdade apenas uma palavra e a sinceridade política uma comédia.

 

Sou branco. Caucasóide por definição. Não me interessam as cores de pele dos outros. Não julgo pelos seus costumes ou vivências. Não aceito ser vitima de ideias e atitudes de quem não tem a mínima noção quem sou só porque se tornou moda cretinos e cretinas de classe média, que nunca sentiram dificuldades para obter o que seja, arfarem sequências paladinas de ignorância e aborrecimento existencial.

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* It All Starts From Pieces ...*

 

 

A proverbial crise de meia-idade. Imaginei sempre que se mitificou a chegada a uma meta que deixou atrás de si metade de uma existência. No mínimo, que se exagerou. Ou então tratava-se de uma revolta contra os anos que passam e o desespero  perante erros que não deveriam ter sido cometidos consumindo a consciência. Seja como for sempre tive as minhas dúvidas e descrença.

 

Até ter escutado o recorte confesso de um homem de quem deixara de ter noticias durante semanas. Palavras escutadas que não iluminaram meia existência. Cheiraram a fuga ao desespero por todos os poros.

 

Caso lapidar de suposto sucesso e realização pessoal. Vinte anos de casamento e fidelidade intima inflexível. Dois filhos de maior idade em universidades pagas para transformar cursos em empregados de sucesso. Uma vida estreita e prevista em rotinas férreas de pacificação colectiva. Compreensão mútua e sexo assente na malha do "devo satisfazer para ficar satisfeito". Esposa culta, empreendedora e senhora das suas amizades liberais. Sem quaisquer dúvidas sobre a sua aceitação do direito a outros escolherem a sua sexualidade sem contestação.

 

Precisamente ao chegar aos cinquenta anos, contou-me, algo cedeu dentro de si. São abalos que não surgem do nada ou de uma fragilidade passageira. Recusou o extemporâneo que poderia aninhar um capricho de personalidade. Sorriu quando lhe disse que se suspeitava da influência de outra mulher para tal radicalismo e o seu "não!" foi demasiado claro para ser mentira.

 

Cedeu e abandonou. Voltou as costas numa daquelas vagas de certeza que apenas iluminam as noites em dia uma vez na vida. Quando a recusa de continuar é escrita a ferro e fogo por um abrir de olhos que nos torna insanamente lógicos em transcrições sobre a inutilidade do obtido. Que o engenho tenha sido despoletado aos cinquenta anos ficará para quem defende a crise da meia-idade como uma fase. Como se de um ritual de passagem se tratasse.

 

Com o dinheiro que tinha viajou para outro país. Suportando a raiva e angústia dos outros. Também porque se assumiu culpado e assim foi mais fácil carregar a culpa. Mas creio que tem razão. De facto, acredito que a razão que acende o desespero de certas constatações pode perfeitamente pernoitar na decisão mais critica de terminar com algo antes do tempo. Não viver o que afinal se revelou uma bárbara farsa.

 

E foi a sua expressão, principalmente a sua expressão, que me derrotou fascinando. Numa face com mais traços de expressão desenhados pelos dias ao sol longe do escritório e do ar condicionado, no cabelo longo e cinzento dos anos, penteado sem cuidado para trás da cabeça e na farta barba que lhe cingia o riso agora claro e sem pressa. Tudo e mais tudo exprimia pacificação e libertação naquela expressão. De tal forma que enquanto falava sobre motivos e causas se tornava opressivo nos processos que plantaram o seu desligar e abandono.

 

Não comprou uma mota e foi percorrer o mundo. Não decidiu que queria uma tatuagem rebelde ( de facto, até criticou as minhas "demasiadas tatuagens..." ) e muito menos decidiu que deveria estar bêbado todos os dias em desesperada compensação. Decidiu que não conseguiria conviver com a negação de certas lógicas insanas.

 

E aquela expressão de humilhante felicidade não se finge e muito menos compra. Tomou posse dela aceitando tudo o que perderia e não fugindo ao que iria sofrer no processo.

 

 

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* Der Spiegel ...*

 

Uma pequena veia altruísta parece assentar bem a quem passa e remói a piedade pelos indignos da vida. Quem se arrasta pelas ruas durante a noite, assaltando o lixo deixado por outros e alimentando-se de pão cravado de pontos verdes, entre os restos que nem a bancos de alimento interessam.

 

Os pequenos altruístas sentem o coração apertado entre as garras da consternação e do desassossego por mais aquela fatia de bolo e porque a mão estendida não aparou o ar do arroto de satisfação. Não se procure justificar o estômago distendido dos pobrezinhos com comparações desleais: uma coisa é o pequeno remorso diante o desdentado sujo, outra é a pança ruminante da refeição faustosa artilhada com a ilusão de peso a menos no ginásio da esquina.

 

A pequena veia altruísta espremida até ao limite senta-se de braços abertos e pernas esticadas na cadeira da subjugação. Uma minúscula arte que submete todas as considerações reduzindo-as a pequenas maquinações que nem sequer perturbam o sono. Aceno de piedade sem esbanjar. Solidariedade rapidamente esquecida no passear do telemóvel.

 

Gosto de ver o pacote de massa barata unida ao leite orgulhosamente oferecido pelo puto a mando da mãe sorridente por mais uma contribuição altruísta, enquanto cola as mãos na cintura generosa. Junto ao carrinho de metal atafulhado de cereais, bolos em promoção e congelados a verter água. Enquanto a pequena miúda saltita satisfeita com um enorme chocolate roxo nas mãos.

 

Confundir generosidade com altruísmo é necessária panaceia. Um pequeno bálsamo para sossego e esquecimento pessoal que se faz tarde e é hora de jantar.

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 * Vinter Vindarnas ...*

 

 

É por dias como este que a revelação tolda tudo o que supostamente pensei saber. Um pouco como um reconhecimento de pequenos traços que vão surgindo em silêncio e que preferem a inexistência de palavras para o justificar. Ou tentar explicar. 

 

Lentamente mas em constante e apressado progresso instalou-se a distância. Agora já tudo deixou de provocar um espasmo de espanto, uma leve brisa de emoção sentida. O pior e mais corrosivo dos acontecimentos não suscitou o mais leve dos atritos de indignação ou pacificação. A mente foi varrida e despojada, restando apenas e só as paredes para transportar o eco.

 

Mas creio ter encontrado mais uma justificação para a expressão do que é doloroso. Desconfiado que sou do martelar dos que dizem que a sanidade é possível e que ninguém nasce sem ela. Há o peso de transportar as pinceladas de quem desde cedo se fecha entre os muros do inexpugnável. E é possível sentir o frio que jorra do seu interior. O estado permanente de insatisfação colado aos gestos mecânicos.

 

Torna-se uma grotesca obscenidade que o mais opressivo dos últimos degraus para a demência se revele na crueza dos gritos até que a garganta se recolha e nenhum som consiga encontrar o seu caminho de novo. Um doloroso crocitar invernal e egoísta tomou o comando da voz. Agora que a razão parece finalmente desistir. 

 

Mais vale desistir de tudo, não é? Deixar que se enrole a névoa da despreocupação e do distanciamento.

 

Agora que o último passo foi dado para além da salvação racional. Já que nem sequer os gritos se conseguem ouvir.

 

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O que fazer perante uma morte anunciada? Há muito esperada e com ela antecipar alguma pacificação. Segundo registo a ausência prolongada de inveterados lugares pode ser reveladora, em minha mui modesta opinião, do encontro de si para si com a paz do Senhor. Porventura, aventurada seja!, finalmente acessa a pequena e modesta luz de constatação em diminuta lâmpada que sempre tentou porfiar, julgando-se necessária e douta de malabarismos escritos.

 

Ou então, canalha constatação!, um assombro de vergonhosa realização disseminou portentos de realismo e onde outrora reinava a arrogante certeza habitam agora as tristezas refletidas nas plácidas águas de um charco que nunca foi rio, diga-se. Há muito que assim deveria ter sido: retire-se descansando na paz da nulidade existencial. Espécie de antecâmara para uma morte anunciada. Tardia.

 

Escuto grilos na noite? Ou silêncio de sepulcro? Onde se encontram as passadas vitoriosas e sempre tão conhecedoras desta vida?

 

Talvez o limite esteja atingido. No meio da cornucópia de ilusões e hesitações nem sempre mais sábias do seu devido lugar, a verdadeira recompensa do cobarde exige que este se retire de vez. Em morte há muito prevista e esperada.

 

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* Ausência de peso...*

 

 

 

Nunca deixei de admirar os teimosos que insistem no bem-vindo à entrada de casa. Resistentes que persistem nas palavras escritas antes de entrar. Mesmo que, em nome de uma limpeza, seja necessário o esfregar de solas, conspurcando a saudação. Ainda que este bem-vindo se submeta ao peso humano, não consigo deixar de persistir na admiração a estes resistentes passivos.

 

Alargo o passo na entrada para não calcar esta estranha confiança. Porque se tornou raro este desejar. Passou a estar definhado na indiferença inconsciente. O bem-vindo é expressão olhada com desconfiança e frieza maquinal.

 

Não me interessa.

 

Existem teimosias dispostas em franja e nas margens. Interessa-me esta natureza insistente de quem não desiste de palavras. Especialmente estas. Mesmo que perdidas no desgaste indiferente. Mesmo que eu próprio raramente as repita.

 

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 *Rex Mundi...*

 

 

Falar sobre algo genuinamente positivo. Tentar descrever gestos que de tão básicos se transformaram em piadas grotescas sobre a empatia. Creio não ser necessário refletir sobre a natureza arcaica com que criaturas como nós encaram o individualismo. Algo intrinsecamente nosso como intransmissível é olhado como negativo e capaz de fomentar a discórdia. Onde deveria coabitar a concórdia e a unidade.

 

Nestes dias engorda-se na opulência aeriforme da festa coletiva. Barram-se os portões aos ventos tormentosos da depressão e do vazio pessoal. Cerram-se os olhos com força! Fecham-se as agruras dos dias nas contas, nas compras da semana e o que fazer para agradar ao outro. Esquecimento por horas. Falso orgulho por vitórias não nossas, individuais, mas dos outros. Que na displicência lorpa julgamos ser também pessoais.

 

Não mora, por estes dias, o positivismo individual na voz de um concurso há muito desvalido no tempo. Bem porque é doce a propagação da ironia balofa dos incapazes que tudo criticam. Ou porque agrada ao simples divagar coletivo que outros obtenham os seus minutos de fama e assim, entre espasmos, vampirizar uma migalha.

 

Ou então que se troquem os únicos momentos de uma semana passada em combustão trabalho-casa e casa-trabalho, onde a pouca intimidade deveria ser preservada como uma chama rara, pelo abstrato festejar de uma vitória num espaço apertado de relva.

 

Estou perfeitamente ciente da minha mais do que perfeita incapacidade de aceitar esta ondulação de massa. Não por falta de compreensão para com esta ontologia de abstração. Não porque não saiba, entre tanta coisa dita e aplausos oferecidos, que todos respiramos ópio de ilusão. Diferentes drogas, mas todos precisamos disso. Apenas me recuso a dar resposta às centenas de vezes que me é perguntado o que acho do cantar vencedor. Muito menos me interessam os olhares de choque e apreensão perante a minha indiferença na vitória de um clube.

 

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Morto ao amanhecer ...

 

 

É uma estranha veia humorística, a tendência de pestanejar perante o fogo da certeza que embala a ideia do insubstituível. Aceitar como confirmado o chiste do inigualável é tão possante como crer nas impossibilidades vestidas de juras. Pó de engano.

 

Rejeitem-se pois, os ídolos. Recuse-se a ideia vaidosa de que ninguém alguma vez não possa ser invertido e substituído. Que o coração pode guardar algo mais do que o ressoar existencial. Permita-se a impaciência de olhar o outro no preciso momento. Precisamente porque amanhã se pode conjugar um afastamento sem retorno. Muito mais porque é leve e eficiente a doutrina do esquecimento. Nestas horas tudo incendeia este espaço com a paixão mais cadente. Depois regurgita-se aversão até ao seu mero cheiro. 

 

Permita-se.

 

E não este humor duvidoso. Aceitar o insubstituível e respirar com ele. Depois viver o resto dos dias a escutar o lamento órfão de quem escolheu a lâmina mais aguçada. 

 

 

 

 

 

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