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Um reflexo pálido, uma mera visão do que poderia ter sido, pode bem ser o catálogo de inferno de muita gente. A maioria, desliga-se. Afasta-se desta desilusão. Prefere lidar com esta violação pessoal, renegando.

Outros, em número cada vez mais assustador, cauterizam estas estações de desespero. Temos nomes para eles - aliás, não somos nós, peritos a catalogar? São os esquizofrénicos, os loucos e inadaptados. Tantas vezes já nascidos assim, outras tantas, assim se tornam. Incapazes de serem indiferentes com reflexos, mesmo que pálidos, como estes. Amores absurdos, cores violentas para a visão. Sensações, que a outros são garantia de bem estar, tornam-se armadilhas. Impossiveis de transpor.

Se a maioria consegue vaguear airosamente por certas etapas da existência, sem nunca notar que, de facto está deprimido e até, porque não, quase louco, porque consegue mascarar o seu dia a dia com uma espessa capa de normalidade, pessoas há, que há muito se  esmagaram na impossibilidade. Resultado? Já se esbate a definição do que é realmente "normal" e "aceitável". Conclusão? Todos os dias surgem novos medicamentos no mercado.

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