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Talvez se precise disto, desta forma de olhar este mundo, sem nojo. Se calhar, estivemos sempre cegos a tudo. Se calhar nunca abrimos realmente os olhos.

Censura é o que se recebe por um corte de pele. Por uma vontade implacável de sentir! Sentir, de facto! E não apenas vislumbrar apáticamente, o que poderia ser uma revelação.

É como uma vontade de  rasgar a pele. Para a substituir. E não voltar a ver o mesmo! As mesmas caras, os mesmos interesses. As mesmas criaturas que nos chicoteiam a mente, com as mesmas impossibilidades.

Hoje seria um belo dia para encostar o cano de uma arma à cabeça. Reduzir esta façanha que se chama existir, a uma mera partícula num deserto inóspito.

Mas hoje seria também um belo dia para sorrir. De mãos atrás das costas, cheirar a imundíce e manter a cabeça fora de tudo! Sussurar promessas que nunca se irão cumprir. Verter cera ardente sobre feridas sagrentas. Só para poder sentir que vivo!

E se os olhos não gostam de escuridão, é porque se tornaram seguros de si. Em demasia. Será preciso, pois, que se decrete o fim desse consolo. Ponha-se a venda negra sobre estes dois buracos de luz. Apaguem-se todas as luzes e grite-se aos ouvidos: " Salva-te a ti mesmo!!!"

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