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Por fim lembrei-me de como devo rir! Continuar a rir sobre as coisas passadas. Rir-me de tudo.

Assim foi, de facto. Lembrei-me do círculo de fumo que te ornamenta a cabeça, quando nadas na tua beleza. Quando, aborrecida, esfregas as mãos e falas de frio.

Sou assim, então. Rude e grotesco ao paladar. Mas o riso é algo que me soa tão raro! Como o oscilar das cortinas do quarto, na brisa da noite. Traz  luz , onde habita o desconhecimento. A felicidade.

Não me rio para a cidade. Nem se pudesse. Odeio quem me pergunta o que não sei. Criaturas mimadas. Risos à força.

 

No espelho, vejo-te. Tão alegre. Tão bela. Tão longe da minha figura. Distorcida e impiedosa com a sua sombra.

Mas obrigas-me a rir. Não, recordas-me o que é rir! Como um doente  saido de coma induzido. Caminhando após anos de inesxistência.

Recordas-me o riso... Mas que  sorriso é este? Que atormenta a minha face distorcida? Inexplicavelmente impróprio de um monstro.

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