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Existe uma verdade que nunca consegui evitar. Que sempre se apresentou como absolutamente real. A miséria adora companhia!

Há anos que o sei. Que o confirmei. Nem sei quantas vezes. Mas é um  facto. Desde o momento em que se acorda num qualquer hospital, quase afogado no vómito do nosso próprio sangue. Desde o desespero, que leva a que se insista em terminar com uma existência e não se consiga.

Uma miséria absurda, muito mais cruel pela descoberta de que não existe um luz a chamar-nos para algo melhor. Que estamos sós. Apenas isso.

 

Mas aprende-se. Muito!

Principalmente a reconhecer outros, iguais a nós. Obtem-se um novo sentido. E depois, estranhamente, passamos a sentir que estamos melhor, junto a essas mesmas pessoas. Porque nos são familiares. Olhamos os seus olhos, os seus sorrisos e as suas maneiras. Existe uma estranha ligação. Compreenção.

E ao caminhar pela rua, torna-se um hábito vislumbrar algumas dessas pessoas. Que sentem ódio e tristeza. Que se arrastaram no mesmo esgoto, que nós. Se cruzarmos olhares, surge compreenção, primeiro. Depois, cumplicidade.

 

Nunca me sentirei a salvo de nada. Jamais deixarei de odiar muito do que me assola e rodeia. Mas, sinto-me como muitas destas pessoas: orgulhoso das minhas conquistas. Mesmo que pareçam simples e caricatas, para a maioria.

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