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Amigos, são o que são. No fundo, nem sequer precisam realmente de o ser. Podem ter sido inimigos. Podem ser totalmente estranhos.

Acho que por oposição à familia, que não podemos escolher, os amigos são um escolha pessoal. Intíma.

Creio que a frase " Gosto da forma como me sinto quando estou ao pé de ti." é o melhor e maior elogio que alguém me pode fazer. Aqui reside tudo o que qualquer ser humano que se preze como tendo um pingo de decência mental anseia. É o verdadeiro cumprimento.

Falo de verdadeiros amigos. De quem nos desafia a loucuras e segue em nossa companhia. Como aquele desafio de comer vermes! A preocupação registada de que devemos ingerir os respectivos vermes vivos! Nunca mortos, pois já estão putrefactos e podem matar-nos. Não, engolimos os vermes ainda a contorcerem-se. E, avisa-nos sério, jamais devemos trinca-los! Então, é vencer o nojo e o vómito juntos. Engolindo os vermes, sentindo-os deslizar pela garganta. Enquanto entre espasmos de aversão quase morremos de riso!

Amigos são isto. A sua real beleza reside não apenas em gestos de solidariedade ou amor ao próximo. Mas acima de tudo, para mim fundamentalmente, no facto de não necessitarmos de fazer um esforço colossal para serem nossos amigos; eu sou aceite com toda a carga de defeitos e alguma virtude que possua. E retribuo, aceitando-o. Nada espero ou pergunto. Eu simplesmente aprecio raridades.

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