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Se a arte imita realmente a vida, és uma obra perfeita de amor. Palavra que abomino, porque não me faz feliz. E pelo que vejo, a ti também não. É possivel viver assim? Morrendo de sede, por um regresso? Enquanto vais talhando a forma da tua ruína, em noites de insónia e incerteza. Onde sonhar é apenas rejeitar a luz. Por sombras amigas. Onde a promessa nunca se cumpre e o desejo é tão só uma vaga aragem fria.

Como monumento que és, a tudo o que transforma o amar em sofrimento, mesmo assim não entendes? Partiu! Foi-se a esperança. O teu mundo de cristal é agora isto: espera e desilusão.

 

Sei do teu sofrimento. Sou já capaz  de ler esse catecismo de desilusão e doce liberdade. Algures,  deixei cair a palavra amor. Odeio-a! Mas nunca deixei de me apaixonar. Estranho, não é?

E tentei, se tentei, disfrutar de novo dessa tua entrega. Sonhar, como tu, com crepúsculos iluminados por chamas douradas. Apenas para descer à terra... de olhos fechados, habituado ao escuro do fim.  Por isso, bizarramente, pressinto o teu sofrimento. O tormento que é tentar romper as correntes da desilusão. Em solidão.

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