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Este silêncio, opressivo e turvo de emoções, não foi desejado por mim. Não hoje.

Porque hoje desejo teu sorriso. A tua gargalhada. O teu olhar de esperança. Sem lágrimas.

Fechei as portadas e procurei o conforto da escuridão. Já estou habituado a ela. A deseja-la e a perder-me nela.

Não obtive conforto. Ou resposta. Apenas a tua face. E o teu cheiro na minha roupa.

Tentei o sol, de olhos cerrados e boca franzida. Não me dou muito bem com esta luz... mas poderia ser diferente, esperar por ti, no calor e na luminosidade. Mais saudade. Mais memórias quentes.

Estar longe de ti não me faz bem. Sempre o soube. Pergunta a cada fibra do meu corpo. Obterás a mesma resposta. Tu. E só tu.

Porque dizes que detesto as pessoas? Que deveria sentir como vibram outros? Acaso troças de mim? Porque nada é igual a ti, percebes? Neste espaço confinado a que chamam alma, só tu mandas! Tudo o resto são ecos. De simpatia. Amizade. Candura. Dôr. Fome. Desilusão. Ódio. Raiva. Ecos.

Tenho pena, mas devo-te a minha miserável vida. Que salvaste partindo-te em migalhas. Crueldade a tua, acho. Não o merecia. Mas tu não pensas assim. Pouco importa. Sou devedor. E também te venero. Tremo quando me tocas. Arquejo no teu beijo. Comprimo, quando me faltas.

Nada me faz realmente falta. A não ser tu. Nada me dá realmente pena. Senão quando estás ausente. Pouco interessa quem caminha neste planeta imundo. Tudo se resolveria, se existisses apenas tu.

 

Aguardo,

espero, por ti.

 

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