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Por estranho que pareça, por muito desiludido que me encontre com o que me rodeia, ainda  acredito que a beleza cobre grande parte do Universo. Há criaturas com uma possante capacidade de criar arte. Capturar a beleza e as suas preversões.

As artes são uma das grandes invenções humanas para agitar o Universo. Abanar emoções e sentidos. Por muito ingrato que seja este planeta, estamos rodeados de beleza. Estranha, tantas vezes, surreal, acima de tudo.

 

Tempos houve, em que a arte criava vida. Alimentava o ser humano. Enamorava e tornava possivel sonhar. Mesmo a mais negra das artes. Mesmo a mais proíbida, furtava emoção e engrandecia a alma.

Presentemente, com o materialismo asqueroso que reina, nada é como foi. Outrora, mesmo a perversão era graciosa. Antes, o criador apaixonava-se pela sua criação. Actualmente, não só o criador se apaixona pela sua obra, como se enamora por si próprio. Mas não num acto de auto estima e orgulho por algo conseguido. Com um materialismo sedento possuímos muitas coisas, mas a uma tal  extensão que perdemos a nossa dignidade e respeito. Só para mantermos certas coisas.

 

Vejo tanta gente preocupada com sabores e marcas. Qual será a próxima compra, o próximo jantar, que me espanta não verem o óbvio. Culpa-se a crise material, o dinheiro e a merda de governos que temos, mas realmente o que se perdeu foi a essência espiritual. Não, nada dessa essência mística de incenso e anormalidades intangíveis. A espiritualidade adquirida por respeito e amor próprio. A força da convicção em algo melhor e maior do que a mera beleza da arte rápida e fácil.

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