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Pensamentos ao acaso ...

 

Felicidade, se tanto se procura a felicidade, se tanto tentam ser felizes, porque razão se tornam tão infelizes? Onde reside esta estranha peste, que amplia a necessidade de sorrir com dias de choro? Não interessa o que se faz à alma. Qualquer preço se paga. Compensando depois, com mais receitas e mais medicação. Se calhar é demasiado cruel dominar certas certezas. Talvez seja melhor deitar a cabeça na almofada da ignorância, em dias de franca demostração da incapacidade de sermos realmente felizes. Escolher encolher a realidade. Continuar a correr para um sonho. Seja, já vi que isso deve trazer felicidade. Ainda que maculada e manca.

 

Canção, sou surdo, não consigo ouvir certas canções. Culpa minha, apesar de tudo. Porque sou de sonhos loucos, não consigo ouvir certas canções. A solidão tem disto, ficamos mais atentos a certas canções. Apenas a algumas, e aprendemos a comê-las lentamente. Porque são raras e iguais ao nosso próprio canto. Tudo o resto se desvanece. É desperdiçar um tempo que é cada vez mais curto. E já me encantei muitas vezes. Quem assim me encanta, não grita, segreda-me.

 

Distância, basta que fiques ao alcance do meu braço. Apenas é necessário que me deixes abraçar-te. Preciso apenas do teu cheiro e da tua respiração. Não são urgentes, as palavras. Nem tentar pensar saídas. Pouco quero saber. Fica apenas a esta distância. Um passo e chego a ti. É absolutamente verdade: se nessa condição, subitamente o meu coração parar, não te preocupes, morro realmente feliz. Sem remorsos.

 

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