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Como pode um cego ensinar o caminho? Remeto antes a questão a quem se julga livre. Porque hoje a revelação já não me importa.

Assim, sei que sobrevivo. Sei que posso, ainda viver mais um pouco.

Não vejo muito mais do que a solução de fechar os olhos a uma certa aura, uma leve brisa e poder aspirar a outra coisa.

Mas sangro. Muito. Ninguém o pode impedir, nem sequer quem me ampara a figura. Sangro. Que sirva para me afirmar vivo. Não apenas uma concha de carne e osso.


Rejeição. Flagrante. Nos meus olhos. No espelho.

Talvez sejam os últimos passos que dou. Tentando ficar firme. Precisando sempre de uma mão. Uma guia, que a noite tornou-se nefasta!

Um braço dormente. Igualmente maculado. Estranhamente estético ...

Por vezes cresço, tanto. Cresço até não me conseguir conter nas fronteiras deste corpo. É uma revelação. Ali! Junto a ti! Para depressa encolher. De novo. Como sempre.


Não gosto de mim, assim. É como arrastar um fardo. Custa demasiado, vasculhar para encontrar aquele orgulho que me ergue. Odeio-me,assim. Sem vontade. Sem noção de que me estou a matar, lentamente.

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