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Linhas de batalha ...

 

 

De um mero ponto de vista de quem ganha ou perde, lamentávelmente, a maior parte das vezes encaramos o facto em relação aos outros. Ou seja, ganhamos ou perdemos em função de um elemento exterior. Pode ser outra criatura como nós, pode ser um qualquer objecto. Um calhau serve muitas vezes para satisfazer a nossa sede de vitória. Tudo serve de desculpa para esconder a maior das batalhas que enfrentamos. A pior guerra, a mais devastadora batalha é interior. Não tem realmente canhões ou metralhadoras. É muitas vezes uma guerra invisivel. Silenciosa. Sem o aparato de outras guerras. E, pior do que qualquer outra batalha, não tem descanso. Não tem tréguas ou quarteis. Zero! Nada.

 

Somos a nossa própria ruína. Perdemos tanto como ganhamos, porque concedemos algo que é realmente nosso. Por isso, somos nós mesmos a ficar entre os destroços.

É mais fácil quantificar perdas numa guerra contra outros. Torna-se mais aceitável, olhar para as baixas alheias com indiferença. Mas se somos nós contra nós, se sou eu contra eu mesmo, a semelhança a um campo de batalha carbonizado onde jamais crescerá algo, não ficará muito longe da cruel realidade.

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