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Redenção, deixem que vos fale sobre ela. A minha redenção.

Acontece todos os dias, desde que me lembro. Muitas vezes tem de ser cuspida. Tem de ser expulsa do interior. Numa estranha forma. Na forma  de uma canção de emancipação. Pelo menos para mim e não temo escrever-vos, que é muitas vezes o que tenho de realmente meu.

 

Redimir-me  significa matar todos os meus profetas. Crenças, medos e impaciências. Porque muitas vezes custa, ficar apenas a ver. Sem nada poder fazer. Tal é o preço da redenção. Matar para encaixar. Muitas vezes deixar de sentir, em nome de uma redenção que tarda.

É impiedoso chegar à conclusão de que tudo o que nos ensinaram na escola é mentira. Não somos livres. Nunca somos realmente livres de senhores. Mesmo quando a nossa mão não treme e achamos ser senhores dos nossos actos.

 

E se alguém afirmou que para a redenção total temos de cumprir os designios do Livro, então onde fico eu? Sem profetas ou deuses?

 

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