Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

Sinceramente?

 

Estou cansado! Estou farto de tanto ouvir falar em tolerância e compreenção!

Estou fatigado da mesma e sistemática ladaínha: aceito as diferenças. Cada um é como escolhe ser.

Mentira! Por cada vez que alguém profere estas palavras, depressa encontro muitas outras que as negam. Nada é levemente aceite. Nenhuma diferença é realmente aceite. Há sempre a mesma imunda moralidade. Sim, a tal que licita suspiros de negação. A tal ...  que dita regras e boas maneiras a tudo e todos.

É onde se colocam regras e limites ás acções dos semelhantes. E nada se torna mais asqueroso do que esta santa mania de julgar os outros não querendo sofrer julgamento. Nada se assemelha mais a uma profana hipocrisia do que a traição de pensar pelos outros.

 

Sabem?

 

Eu falo por mim! Eu e apenas eu.

 

Pessoalmente, eu não quero saber  de realmente nada! Estou-me nas reais tintas para o que acham de mim. Por isso, borrifo-me para o que fazem os outros. Não me importa com quem fazem sexo e muito menos porque o fazem.

Os caminhos que percorro para o prazer são meus. Sigo-os por minha opção. Assim, porque me importam os desígnios de quem não conheço e escolheu outro caminho? Exacto! Nada!

Concordo que se procure satisfação, além de mera arte da procriação. Quem não o faz é idiota. E quando se pressentem santos e sem mácula? Dou graças por esta minha falta de juízo.

 

 

Não me pertence a triste e pesada tarefa de tentar julgar quem não me julga. Não sou infeliz ao ponto de achar que haja quem se importa com a minha vida. Com a excepção de uma pessoa, claro. Que essa pessoa se tornou perita nas artes físicas e mentais do prazer e por isso deixei de me importar com quem me rodeia. Apenas isso. E já é muito.

Não quero realmente saber, já o disse. Também já o afirmei, mesmo o que é supostamente obsceno para uns, é uma obra de arte para outros. Vejo é imensas criaturas de alma destoada, que se pelam pela sua maneira de pensar e julgar. Quando deveriam era seguir com as  suas vidas. Que interessam as preferêrencias alheias? Onde está a virtude de julgar os outros quando a nossa vida é um terreno ermo e estéril, onde só existem calhaus de idiotice vazia e preconceituosa?

 

Eu?

 

Não quero limitar-me ao que os outros querem. Borrifo-me para a vida alheia. Sou meramente humano. O meu corpo é usado por mim. Como quero e anseio. A minha mente não está mais lúcida apenas por minha culpa. Aceito-o. Mas ainda não sou tão imbecil ao ponto de julgar por aparências ou desejos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:







topo | Blogs

Layout - Gaffe