Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

Primeiro vieram as vozes. E com elas as palavras a que me habituei. Habituei-me a tudo. Até a esta escuridão.

Depois chegou o medo. Da ausência de som. Palavras e música. Do medo de perder a vista nesta escuridão e nunca mais me reencontrar. Ficar longe da luz que me avisava dos atalhos a seguir.

Eis que os dias se transformam em noite, com ela os sonhos de pânico. O desejo de guerra cega. De que será melhor aceitar que tudo passa e assim posso viver. Ilusões ...

 

De longe chegou a escolha, a minha vontade de abraçar a escuridão. De longe nasceu este extâse, prazer e chama imensa. Poder olhar-me assim, em gozo vestido de solene sonhar. E foi tão fácil olhar para o outro lado. Foi tão simples voltar a dançar,  reviver esta arte de empatia que já me esquecera.

 

Um sorriso usado como guarda-chuva? Protecção e porta fechada ao quê? Um absurdo, chamado desejo de iluminação, quando o que sempre desejei foi a falta de luz que ilumina outros. Até porque já deixei de me ver como  porto de salvação. Onde a  alma podia descansar.

Autoria e outros dados (tags, etc)







topo | Blogs

Layout - Gaffe