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Pensamentos ao acaso ...

 

Integridade, dizem certos arautos, que são íntegros e genuínos. Gostaria de perceber onde. Talvez eu seja uma das pessoas moralmente corruptas de que tanto se  fala. Até entendo, já que não tenho a miníma paciência para certas atitudes. Mas tenho visto com muito interesse que o conceito de integridade é lato - para muito boa gente , trata-se de navegar conforme ditam as modas. Mudam de ideias e realidades de manhã até à noite. Como vestir uma roupa diferente. Agora é branco alegre e solidário. Depois serão os negros, para manter acessa a chama da querida variedade. Contra a monotonia da vida sem máscaras.

 

Feio, nada do que escrevo é realmente bonito. Fazendo bem as contas, nunca procurei que fosse realmente aceitável por quem não me compreende. Melhor ainda, não sou escritor e uso este local como minha terapia pessoal. Quando outras falharam. Nada do que escrevo se pode realmente considerar lindo ou airoso. Até porque eu vejo o que vejo de forma pessoal. Eu sinto o que sinto como alívio. Algumas vezes consigo. Outras, nem tanto...

 

Leituras, existem neste local duas, três pessoas cuja leitura do que  escrevem é essencial. Eu, velho cão da pradaria e sociopata rabugento desejava poder partilhar das suas esperanças. Por vezes noto numa dessas leituras, algo muito semelhante a desespero. Umas gotas, apenas. E como eu sei destrinçar o sentimento de frustração e ódio que por vezes destilam as suas palavras! Vão e vêm. Desejo que nunca chegue ao que eu muitas vezes chego, pelo que seria trágico e nada abonatório para amizades.

Noutras leituras, há uma imaginação pulsante. É cristalina e de laivos escuros. Um pouco como aquele vinho apurado: Inocente e suave, mas que se pode tornar numa valente bebedeira! Reconheço que acho certas palavras tão claramente inocentes, que tenho de me conter para acreditar que ainda é possivel escrevê-las!

Mas em todos eles existe aquele sentimento de frustração e escuridão que apenas  reconhece quem já palmilhou tal território. Eu absorvo certas palavras de forma diferente de muita gente. Um olho cínico e muito desregrado. Mas para dizer a verdade, fazem com que não me sinta tão só. Com que me sinta humano. Pode ser que ainda exista a esperança para os que escrevem desta maneira. Não somos iguais. Se calhar apenas comparsas de uma infâmia: Podermos ventilar raiva, ódio ou uma luz do dia diferente. Escolham.

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