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Antes de pretendermos sequer, fazer as pazes com o mundo, deveríamos primeiro pedir perdão a nós próprios. O facto é que andamos zangados com os outros, mas mais ainda, com nós mesmos. Mais rápidamente pedimos desculpa a outra criatura como nós, do que tentamos ter paz connosco. É mais rápida a nossa captação de erro para com outros infelizes, do que concluirmos os erros que nos matam lentamente.


Fazemos da nossa vida uma rotina de agrado ao exterior com uma precisão maquiavélica. Somos tantas vezes incapazes de insultar outros e guardamos essa veia para nos castigarmos: com uma seringa. Com uma garrafa. Ou então, escondendo o que somos.

É bem mais fácil amar e dizer palavras de paixão a outra pessoa. Não deixar submergir a nossa real face. Se calhar porque não gostamos realmente de nós próprios. Do que somos.

Ou se calhar porque precisamos de outra criatura, como nós, que faça o seu papel. E nos ame. Como somos.

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