Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

Haverá sempre a mais nova das modas, a última grande manobra de venda de ilusões para nos vergar o ânimo. Uma nova referência estética que nos fará sorrir e ansiar por mais. Mesmo que não existam realmente razões para acreditarmos. Para querermos tais coisas. Será sempre o mais recente motivo de conversa, a maior e mais importante questão que se colocará na cabeça antes de adormecermos. Mesmo sabendo nós, que é tão fútil e vazio de sentido. Que amanhã virão outras mentiras, embrulhadas em papel colorido.

 

Tornar a simplicidade no essêncial é a melhor forma que vejo de me conhecer. Não me interessam as sofisticações poéticas de quem escreve para embalar. E não quero saber do filosofar que advém da ladaínha dos que me rodeiam. Para mim sempre foi muito díficil simplificar a minha vida. Provavelmente porque se calhar não é simples. Não interessa. Tornar-me mestre em simplificar seria sentir. Como colocar isto  de outra maneira? Gostaria de saber...

 

Faço o meu melhor nas sombras, enquanto estou verdadeiramente só. É nesta solidão sombria que melhor penso. Não quando outros olham e escutam. Quando me acarinham. Cada vez mais convencido da minha incapacidade para aceitar a merda da vida como um ensaio estabelecido.

 

Sem uma personalidade forte não sou nada. Nada me resta, diga-se. E não foi sempre assim. Já confiei demasiado nos caminhos dos outros. Já me forcei muitas vezes a aceitar o que me atiravam à cara. Algures, encontrei o orgulho e  a raiva necessária. Também o ódio à condição em que me encontrava. É bem verdade, que reside "dentro"  de nós uma força imensa! Apenas à espera de ser descoberta.

 

É de facto, loucura, mas eu só aprendo da maneira mais dura. Da forma mais antinatural e mais violenta para mim mesmo. E faço-o sempre. Sempre! Mesmo sem ter necessidade, sem ser necessário tal dôr. Mas, sabem, recuso-me sempre que posso. Recuso-me a deixar de seguir os meus instintos a troco de um caminho pré-estabelecido. Por pais, por governantes ...

Os caminhos pré-determinados são seguros. Sei que são. Mas serão sempre os melhores? Encontro muitas vezes os meus erros repetidos. As minhas idiotices repetidas. Portanto, que outros sigam caminhos que lhes foram destinados.

 

Todos os seres humanos que conheço que realmente atingiram a excelência fizeram-no através de muito e árduo esforço. Nenhuma sabedoria se adquire com um estalar de dedos. Eu bem gostaria de fazer o mesmo.

Embora me esforce. E como me esforço, raios! Passa pelas repetições infidáveis do que sou. De não achar natural que  esteja sempre a irritar-me com os outros. Trabalho duro.

Mas existe uma recompensa ( pelo menos assim penso...): desenvolvi uma adicção a esta tarefa. E quando atinjo algo realmente meu, mesmo desonrientado e aterrado, adoro!

 

Cada vez dou menos atenção ao aspecto exterior de quem se aproxima de mim. Não porque queira deixar de ser vão ou queira mais amizade e amor. Não.

Procuro substância. Pessoas com plenitude preenchem-me os dias. Facilitam os meus passos. E são raras.Como aliás, tudo o que é precioso.

Autoria e outros dados (tags, etc)







topo | Blogs

Layout - Gaffe