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Divagações à beira da insanidade ...

 

Guarda-te para amanhã. Esses são pressentimentos à tona da pele. E preso na ideia de que nada pode ser como antes, será ainda melhor para que te arrependas.

O sonho sonhado tornou-se realidade. Por uns escassos momentos, a lâmina viajou pelo braço. Por meros instantes, a dôr foi vida. Respiração ofegante e estranha passividade. Mais uma entre outras. Mais um corte e uma cicatriz no caminho para a sensação de viver e de ser humano.

 

E hoje é real, então. O sangue escorreu e a fúria dispersou-se. Escrita de perdição, na tua pele. Marcas de um fim antecipado. Uma outra vida pelas esquinas daquela glória prisioneira.

Deixa-te estar, um pouco mais. Chega de tanta raiva. Deixa-te estar olhando aquela última faísca, tosca chama, de vida realmente tua. Que te escapa pelos dedos.

 

Obriga a monstruosidade a ficar especada à tua porta. Ainda tens algo para soletrar - mais loucura, pois! E nem uma ponta de luz para te iluminar. Nem sequer um aviso de fim. Pouco ou nada.

Apenas o escuro da paz. Apenas o fim das feridas.

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1 comentário

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De Lilith Burton a 17.10.2012 às 22:17

Eu mesma também sou ateia e não acredito no místico, mas tens razão, somos todos várias tonalidades da mesma cor, por vezes até cores diferentes.
Percebo o que dizes em relação à dignidade. É algo que custa manter. É algo pela qual vale a pena sentir a tal dor.

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