Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

Apenas um leve brilho, um ligeiro deslizar da persiana e eis que já pensam que o mundo lhes sorri! Não percebem a que distância se encontram do abismo. Preferem transformar pesadelos em sonhos lindos. E o que é que aprendem? Que a existência está cá para um único objectivo: pontapear as nossas sagradas fuças.

Já me cansei de o repetir e analisar. Já deixei de escutar quem se recusa a aceitar o inevitável. Pessoas, animais, calhaus e afins. Uma sinfonia de justificação do quão desgraçadamente prostituta é a natureza. Pela sua indecente incapacidade de respeitar que alguém morra com dignidade e sem sofrimento. Sacana sem piedade.

 

O brilho ofusca. O da mãe natureza, dizem-me com frequência. É uma mãe cruel mas justa. Eu acho-a uma obscenidade, incapaz de dotar as criaturas com mecanismos anti-sofrimento.

Ah!, mas sofrer dá sabedoria. Os erros são exemplos a evitar. Que santa e entediante merda! Esta suposta mãe, que não se revela senão uma sádica cretina, não poupa nem fracos nem dependentes. Borrifa-se com suprema realeza. Gosta de ver o sofrimento. Morrer em agonia é algo para que todos, sem excepção, estão reservados.

 

Esta mãe-natureza, bucólica e de luzes fraternas é capaz de  dotar as suas crias da maior beleza. Das maiores fantasias. Pois suposta ( porque minha não é, eu não sou um cão bastardo) mãe, todos  sabemos que vamos morrer nas tuas mãos javardas! Não é preciso recordares-me disso todos os dias. Eu sei. Agora, morrer em agonia ou qualquer tipo de sofrimento é injusto, cabra! Já sabemos a ladaínha da morte. Mas podemos fazê-lo dignamente, sádica mongolóide?

Autoria e outros dados (tags, etc)







topo | Blogs

Layout - Gaffe