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Sob uma permissa de entrega e devoção chegam as desilusões. Chega aquele momento especial, um pequeno reflexo da nossa beleza e de uma  terrivel dependência de algo. Não apresento pretextos para agir assim, indelicado e com muito ódio por pouca coisa.

Assim, debaixo da minha fragilidade - em muitos anos desgastada por minha vontade, por força imposta e assumida - tudo o que me resta é rejeitar a resignação. Porque faz parte de mim, porque faz parte de tão poucos. A incapacidade de acomodar e agradar ao mesmo tempo.

 

 

Um estúpido gesto, vindo de um estúpido homem. Depois, outra estúpida  criatura volta as costas. De cabeça baixa, semblante carregado, agudiza a culpa e a raiva. Adeus respeito mútuo. Olá, ganas de esfrangalhar anos a fio de convivência. De confissões e intimidade.

Porque agora usa-se mais disto, o ponto assente: um estúpido incompetente, incapaz de gerir a vida pessoal torna a vida de outra pessoa numa merda de inferno! Mas quem a conhece sabe, ela responde e manda-o foder-se! com todas as letras. Um é atrozmente dependente do outro. E no entanto, só descansam quando se  esgotam na tentativa de consumo. De um e do outro.

Noutras ocasiões, acharia esta inutilidade tão graciosa como uma ópera-bufa. Pois,  mas agora estou apenas a ver onde posso recolher os cacos desta estupidez. Ou se calhar, matar um dos estúpidos para ter sossego...

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