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Pessoalmente, fascina-me e aceito a finitude que traz a morte. Não consigo absorver muito mais do que essa finitude. Não entendo como se possa sequer sonhar ou imaginar algo para além deste fim.

Vejo-me igual a outros milhões, uma imensa colecção de moléculas e água. Nada mais simples e nada mais complexo. Nem percebo porque se pretende engendrar a vida eterna. Quem terá sido o psicopata que, num qualquer dia de aborrecimento existêncial, inventou a eternidade. Um supremo sádico, que decidiu prolongar para sempre a sua triste caminhada.

 

Sou matéria orgânica a quem foi dado um nome. Sou um acumular de células que tem tanto de complicado como imperfeito. Um borrão no universo. Os outros são como eu. Matéria imperfeita. Nada mais.

E parece-me que existe uma imensa maioria que acha este facto redutor da dignidade humana. Não! Temos de ser algo mais. Maior. Não estamos neste mundo apenas para viver alguns lapsos de tempo. Temos de durar mais. Eternamente!

Para mim é um consolo o prémio final: o previlégio da evolução celular, por mais difusa e subtil que seja, e no final, como poeira, poder juntar-me à  escuridão das estrelas.

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1 comentário

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De Mariella a 02.06.2013 às 19:59

acho que não existe algo maior do que o meu fascínio pela morte, e pessoalmente também não gostaria de viver eternamente.
é verdade que gostava de viver muito mais que estes míseros 70 anos humanos, gostaria de não envelhecer, porém viver para sempre é algo que não me agrada.
beijinhos.

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