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Todos os dias se apresentam como proposições para odiar a humanidade. Por cada minuto que passa, obtenho razões para confirmar a loucura mental que habita no cérebro humano.

Agora, passados anos de existência, esta é uma experiência maquinal. Fria como o aço nas mãos. Assim como a vontade de desaparecer, fechando a porta atrás de mim.

A sublevação, fascinante insurreição que me agita, transforma-se tantas vezes em absoluto crispar de emoções.  Seja pelos que vejo a  desferir um pontapé no cão rafeiro, que ainda assim late submissão, seja pelo  rancor implacável pelos que são diametralmente opostos ao que se julga apto e certo. E como odeio esta palavra!

 

Temo pelos que não se estimam. Receio que caiam onde eu caí. Mas se eu me ergui vezes sem conta, tremo ao pensar nos que eu realmente  estimo e não resistem. E não aceitam o que são e devem fazer.

Que  esta puta  de vida sejam 2, 3 dias é algo que pouco me importa. Que a persistência da maligna crença numa possivel eternidade leve tantos e tantas a crucificar cada acto de respiração em expiação e adoração, já há muito tempo que deixei enterrado numa qualquer campa como morte sem apelo. O que personifica o meu crescente ódio à humanidade, tal como ela se aplica, é a falta de descernimento na aplicação de uma valor tão rico e potente como a honestidade. Todos se dizem honestos e abertamente humildes. A maioria, a gigantesca maioria, é apenas uma massa pusilânime de mentiras.

 

Tudo se torna claro. Tudo se abrevia, quando certos estados  da alma se revelam. E não me admiro pelos que se suicidam. Não sinto a assombrosa velocidade com que certas criaturas preferem a morte a uma vida de indiferença, como algo patológicamente condenável. Tamanha falta de honestidade entre criaturas imperfeitas, confere ao ar que respiramos um factor de desespero e impossibilidade insustentável.

A solidão é uma arma, uma via para aligeirar  este desprezo. Mas também pode ser uma faca de dois gumes afiados. Conheço quem se deleite com a solidão e mesmo assim não conheça a honestidade. Porque nem consigo próprios conseguem ser honestos.

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