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Não chega ser meramente humano. Não chega respirar e ver, apenas. Não. É preciso sentir-me vivo. E por vezes, nem sequer isso é o suficiente. Há uma necessidade urgente de destruir, matar anjos e ilusões. Por fim, descobrir numa espécie de parábola confrangedora o que sempre ali esteve. Objectivamente, em 99% das vezes, a vida roda à volta de um mesmo sentido. Inútil e urgentemente tirano.

 

Gostaria de recomeçar do princípio, quando era inocentemente imbecil e francamente desprovido de cinismo cego. Bem mais fácil se tornava voltar a acreditar em perdão e talvez seguir outros caminhos para encontrar o centro de certas almas.

Mas então, tudo se trata de condição humana. Para os crentes em promessas de fidelidade e resoluto companheirismo, talvez fosse melhor procurar consolo nas estranhas preces da fortuna, porque nada é permanente. Apenas a morte justifica essa eternidade do que é permanente. E é isso que nos deixa num estado de anormais de feira, aberrações de circo. Pela estranha e bizarra vontade de não admitir a sobriedade da solidão. Quantas vezes será necessária a viagem que acaba sempre na mesma paragem? Nascemos sózinhos e morremos sós.

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