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Sempre fui uma pessoa tímida, retida para si própria e muitas vezes incapaz de exprimir sentimentos de alegria extrema. Creio que é mais fácil dissolver a raiva e a frustração que corrói. Mas sei que isso tem vindo a mudar. Não de forma avassaladora ou realmente notória para a maioria das pessoas, sequer. Mas, pouco a pouco sei que tenho progredido. Uma causa reside no teu sentido de humor e nesta minha fixação pelo teu sorriso. Quero ver-te sempre a rir porque te pertence. Porque o teu rir é um som de paz e abrigo.

Todos os dias penso em lugares para te levar. Penso nos pequenos e obscuros locais onde já estivemos. Juntos. Aqui e ali. Viagens que nos pertencem porque foram nossas e nunca se apagarão. Onde comemos e dançamos, após os sentidos consumidos pelo vinho doce. Braços abertos, pernas traçadas, estranha dança turvada pelo ópio do cachimbo de vidro. Por entre sons e verbos em árabe.

Quero repetir contigo o deserto, o lenço que cobria os cabelos e o nariz e os óculos escuros, contra a areia ardente que açoita o corpo. Correr pela areia descalço e contigo sobre as minhas costas. E o teu riso a soar aos meus ouvidos como o que realmente é: salvação de mim mesmo.

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3 comentários

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De Rii* a 04.12.2013 às 19:59

obrigada pelo teu comentario....
também escreves muito bem e revejo-me em algumas palavras que escreves
beijo
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De Eva a 12.12.2013 às 12:04

acho que quando alguém nos ama verdadeiramente e nos damos-lhe a oportunidade de nós conhecer, não poderia haver a melhor salvação de nós mesmo.
como sempre os teus textos dizem-me muito.
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De aya a 17.12.2013 às 04:56

E é, mas infelizmente não consigo ter a certeza de que passamos realmente a ser pó.

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