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Vejo em ti toda a beleza da demolição que consome estes meus dias de má direcção. Apenas pelo simples facto de pensar nisso faz-me apertar  as mãos com uma força possessa; e os meus  dedos tornam-se pálidos  de morte.

Eu não preciso de ter um deus - porque tenho o sorriso dos teus lábios, as tuas mãos que me amparam e a realidade das tuas unhas cravadas em mim e  não deixam cicatrizes. O sabor da tua  saliva e a  tua respiração no meu pescoço dorido. Creio que posso afirmar-te convicto que a  escuridão é nossa, na noite e nos segredos guardados. Só nós e apenas tu e eu, podemos compreender e deixar para trás tudo e todos.
A paixão é dolorosa, bem o sei. Mas somos animais que brilham. Os teus olhos, longe de juras patéticas de amor, são jóias de absoluta devoção. Senão, como explicar este tormento que é sentir o meu coração a atirar-se contra a prisão das costelas? A forma como assassino os minutos em espera. Quando chegas tudo explode e se torna cinza escura. És o meu desastre mais do que natural, tudo o que vejo e apenas o que realmente me importa.

 

 

 

 

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1 comentário

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De Autumn a 31.12.2013 às 23:49

e para além de 2014 será a única coisa que peço sinceramente

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