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"Here before the gates of heaven
Ancient warrior-gods are marching on
Here arise the sons of vengeance
Born upon the breast of every dawn
Here the time never elapses
Only quickening towards the fall
Here the horde of Chaos passes
Blindly following Cthulu's call

The sacred words are spoken
The Seventh Seal is broken
Valhalla's doors are open
The Fires of Mars burn on"
in Manilla Road

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Vou! Se calhar, não.

Vou pôr um fim a tudo isto. Se calhar, não.

São muitas as vezes que terminas algo. Mas, de facto, nunca acabas com nada. Apenas, és assim. Tens desejos e aspirações. E um deles, muito forte e pungente, é o de afirmar, escrevendo, que acabou! Não voltarás! Estás farta! Só para afastar a letargia da tua pobre existência. No fundo, bem enterrado, está a tua necessidade implacável  de devoção alheia. Precisas de acólitos. E acólitas. Que, assim que anuncies o fim, logo acorram! Bajulando em afecta reverência. Dão-te desde logo, uma dádiva de amor babado. Odioso, mas que te faz sentir, direi ... desejada?

Por isso retornas. Sempre. Estás de volta!! Gritas de braços abertos, a cada pedido dos acólitos. Afinal, o fim, nunca foi o fim. Apenas um meio, para atingir um outro fim. Sentires que ainda existes. Que os que te seguem, mesmo nunca dando o que queres, verdadeira vida e desafios, são a única preciosidade que tens. Passas de vítima, hipócritamente desprotegida, a gloriosa Fénix, renascida das cinzas! Uma vez mais. Nunca se lembrando do passado, não percebendo como inútil é o retorno dessa figura mítica. Que não entende, não aceita, que mais vale morrer em glória, do que renascer em inutilidade. Porque não é diferente. Apenas igual. A mesma estirpe.

 

Como mudaste! Deixei de te odiar. Ou desrespeitar, até. Apenas passei a sentir contemplação. Tristeza. A necessidade de afirmação, fez-te vítima. Tornou-te patética. Nada engenhosa. E pior do que isso, os acólitos e acólitas que te acompanham, são na sua maior parte, piores do que tu. Veneram um  estranho amor: conformista. Obeso. De vulgar e vazia dedicação. Oco.

... Como te transformaste!

 

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sete anjos me deram, sete trompas para tocar

a mim me chegaram as pragas, em escuridão destinadas

num imenso clamor, sentei-me neste trono de ratos

vendo como se arrastavam, as baratas do mundo

 

praga após praga, sou  humano

sem fé, sem acreditar

apenas fica a minha  desilusão

por uma réstia de luz, que nunca vislumbrei

 

não me curvar perante reis,

a mim não chega  essa estranha dor,

de não poder gritar a minha vontade

pois sou imperfeito, sem salvação

 


 

 

 

 

 

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Avisem-me,

quando puder acordar e sorrir por um novo dia

Avisem-me,

quando os meus dias se tornarem na viagem que anseio

Avisem-me,

quando aos meus ouvidos chegarem boas novas, que não as de um milagre de apocalipse

Avisem-me,

quando as vossas promessas se cumprirem, posso assim descansar

Avisem-me,

para que acorde dos meus sonhos e vos ceda a minha sede de caminhar em frente

Avisem-me,

quando o vosso paraiso se tornar quente e acolhedor, à minha desventura descrente

Avisem-me,

se não escutam o vosso grito, saberei não estar só

Avisem-me,

no caminho para o fim, estaremos juntos

Avisem-me,

quando conseguirem amar-me, conseguirei finalmente, iluminar a minha escuridão

Avisem-me,

se na visão do que vos enoja, me sentirem, lá estarei. Para vos saudar.

 

 

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És nada! Vazio. Oco. Espaço livre. Vago.

Rasgo-te a  face. A carne. Faço-te vitíma.

Perdeste o juízo. Porque olhei para ti, vi que não te orgulhavas. De nada!

És nada! Mera casca vazia de sensações. Sem paz na mente.

 

Para que tenha sossego, vou arrancar-te as ilusões.

Romper-te a sanidade mais elementar. Provocar-te o ódio mais vil.

Só assim te sentirás vivo. Vibrante de raiva.

E, mesmo assim, não hesitarei em esmagar as tua palavras mais simples.

 

Olha para ti!

Faço-me espinho, espetado nas tuas costas.

Enquanto rastejamos, arranho-te a fraqueza  de ser.

És nada! Apenas eco.

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Inspira, longamente. Porque começa sempre da mesma forma. Quase sempre em agonia.

Mas respira. E retira a lâmina do teu corpo. Lentamente, mesmo sabendo o que fica. O que permanece no corpo. Estilhaços de desilusão. Manchas vermelhas. Tintas de dor. Pó, a fumegar. Do cansaço. Porque se celebra uma imperfeição. Uma impossibilidade venenosa.

Cacos de vida. Respirando desespero. Vermelho. Ou negro. Depende, apenas  de nós.

Mas talvez seja psicótica devoção. Esta imensa motivação para sangrar a alma. Se calhar ...

O medo é apenas uma interpretação pessoal. Dizem-me. Para mim, esse medo, alvo de insanidade, é uma marca de afastamento. Por isso sangro, em solidão que não tem preço. E quero. E insisto em tentar asfixiar o mundo, com estas mãos! Deixa-lo cego. Paralisado. Assim, talvez possa silenciar a minha impureza. Imperfeita.

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A normalidade no dia-a-dia das pessoas torna-as lentamente submissas. Há algo de doentio na vida diária da maior parte das gentes. A suposta normalidade a que tanto se apegam, obriga-as ser sistemáticamente concordantes com tudo. Gostam dos mesmos filmes e das mesmas leituras. Gostam das mesmas praias e  dos mesmos sabores. Qualquer desvio de rota, qualquer anormalidade à sua conduta é sempre olhado com imensa desconfiança.

Escrevem sempre sobre a mesma coisa. Anseiam sempre, de forma quase maquinal, pelas mesmas acções e emoções. Tudo deve ser previsto. Se executam determinado provento, esperam algo em troca. Algo que as satisfaça. Enrolado em papel de ouro. Senão, não haverá prazer.

Conheço alguns casos de excepção. Muitas são as vezes em que observo atentamente esta minoria, estes que agem de forma diferente, pensam de forma oposta e deslocam-se não em asas, mas assentes no chão. Pois! São os tais: os estigmatizados como orgulhosos, arrogantes e narcisistas.

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Quantas vezes tomamos a consciência de que alguém, que nos é familiar, se afunda. Se consome em estranhos desejos e desígnios. Notamos que é incapaz  de parar. Não é possivel evitar a espiral de desagregação em que se lançou. Nada funciona. Nada chega para a salvar.

A minha maior frustração passa por isso. Uma raiva surda, que só a impotência do momento me pode causar. Porque sei, com todas as fibras que me movimentam, que essa pessoa já passou muito para além dos meus limites. A incapacidade de acção só é ampliada pelo ódio a uma verdade que lá está, que sei ser única e sem consolo: essa pessoa, ela mesmo, já há muito abandonou quaisquer réstias de resistência. Há muito se rendeu. E não quer ser ajudada. Numa miserável existência que só lhe traz aflição. Uma vida de merda, a ser vivida em merda.

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Encontro pacificação num olhar.

Interrogo-me, vezes sem conta, como pode isto ser possivel? Apenas com um olhar, consegue deixar-me sereno. Sem pinga de ódio.

Pode uma mulher, de aparência frágil e suave, reter em si tamanha capacidade de vontade e serenidade? Perguntas. Nada mais. Também, não preciso de respostas. Estão sempre à minha frente. Nos seus olhos. Nas suas mãos.

Os poetas, esses tolos românticos, chamam-lhe amor. Eu chamo-lhe paixão. Acordo de sonhos, tantas vezes cruéis, e ela lá  está, à minha frente: pernas cruzadas, uma camisa tão larga - gosta de vestir o que é meu, diz-me - a cobrir-lhe o corpo que desejo, sempre. Muito. Olha-me, atenta. Para mim, é o que de mais próximo está de algo divino. E quando ilumina a face com aquele sorriso, a força que despeja sobre mim é tal, que quase duvido se estarei acordado. Tudo, muitas vezes, sem uma palavra. Não é isto paixão?

Que posso fazer, para demonstrar que ela é a mulher que realmente me completa? Eu, que me golpeio para me sentir humano? O que qualquer reles criatura como eu deve fazer perante algo inevitável: deito abaixo todas as defesas e entregou-me, sem condições.

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