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Loucura reside neste ponto. Numa estranha falha de sentir. De perseguir o que outros perseguem e dão como adquirido. Ser louco é um estado de apatia, de falta  de vontade para acreditar nas tuas verdades. Já agora, que as minhas também te não satisfaçam. Mas que queimem. Que te torrem a paciência.

Um pingo de loucura, tens? Desejar algo que  sabes, te irá consumir as entranhas? Ou apenas és? Mais uma criatura em morte lenta. A precisar de gritar. Apenas capaz de emitir gemidos roucos.

Peço-te antes que me odeies. Porque apenas sirvo para rasgar. A tua piedade apenas afia a lâmina. O gume que te riscará. Fielmente. Lentamente. Doce desilusão.

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Creio que não estás satisfeita com o que tens. Tens nojo do teu corpo. Acho que toda a gente tem. Mas tu ... és particular. Única. A sério. Nunca estás bem contigo, não é? Estás muito gorda! Inchada. Disforme. Os homens não te desejam. De facto, não serves para nada. Mas podemos mudar isso tudo. Se pudemos! Basta que sigas estes 5 passos. E passarás a ser o que sempre desejaste!! Mudarás a tua vida para sempre.

 

1) Aprende a ter vergonha e nojo de ti mesma

 

É preciso que te mentalizes! Tu não prestas! O teu corpo não presta. É isto que deves pensar e sentir. A todas as horas. Este é o estado mental ideal. Nojo e embaraço. A culpa que sentes deve ser proporcional ao peso do teu corpo. Quanto mais gorda, pior te deves sentir. Já agora, observa as revistas, a televisão e o ecrã de cinema. As pistas que te darão serão inestimáveis! Serão o  medidor perfeito para o nojo que deves sentir.

 

2) Distorce a tua imagem física

 

Ninguém, melhor do que tu, sabe o que quer. Esquece o que te dizem os outros. Esquece o pai e a mãe. Os amigos. São todos retardados mentais! Tu é que  sabes. Só tu sabes das tuas banhas. Da barriga e da celulite. A dieta o demonstrará. Os quilos perdidos são o objectivo. Que importa o que dizem os outros? És horrivel e gorda. Por isso, pune o teu corpo!Só assim serás perigosamente magra e bela. Sabes, sem dor não existe ganho.

 

3) Consome!

 

Eu sei gorda, ter a imagem perfeita é muito difícil. Ninguém te compreende. Não percebem o que vês ao  espelho. Grotesca e gorda. E esta é a parte mais fácil: encharca-te de doces e salgados. É apenas o teu corpo a rejeitar o que lhe impões. O teu corpo ... quer ser gordo. Tem de ser punido. Mas por vezes, precisas disto. Escondida. Sempre ás escondidas. Saciar o desejo. A fome.

 

4) Purga-te!

 

Este passo custará, no início.  Mas a purga é necessária. É estritamente vital que faças isto após a  refeição. É vital que o faças, antes que os nutrientes inundem o teu sistema. Alimentando-o. Engordando. Voltando a tornar-te numa vaca disforme. Precisas apenas de um dedo, ou se preferires e fôr mais cómodo, um  lápis também serve, pela garganta abaixo. Assim, despertas o espasmo que trará o vómito. É ver os quilos a desfazerem-se, num rio indigesto. É mágico, acredita. E se o fizeres numa qualquer saída, pastilhas  de mentol ajudam a disfarçar o hálito.

 

5) Vomitar em casa

 

Creio que já deves ter percebido que é muito melhor estar só nesta batalha de beleza suprema, do que acompanhada por maus conselheiros.  Eles não te entendem. E tu não pretendes outros pontos de vista. Por isso mais vale estar só, em casa. Se tiveres companhia, assegura-te de ter recipientes em locais estratégicos da casa. Vomitar será uma arte. Só tua. Nem reconhecerás um  dia que passe sem essa estimulação. Afasta-te dos outros. Não te querem bem. Apenas que sejas gorda. Disforme. Tenta que a tua existência nesta caminhada para a beleza, seja o mais possivel, passada em casa. Entre o quarto e a casa de banho.

 

Repete até há insanidade os passos acima descritos. Sem pausa ou concessão.

Repte-os até que te encontres numa cama de hospital. Não uma, não duas, mas várias vezes por mês.

Pouco te deve importar a desorientação, a fraqueza extrema ao ponto de muitas serem as vezes que não consegues chegar à casa de banho. Pouco importa que não tenhas nada. Estás magra e bela. Só isso te importa.

 

ET voilá, le look Auschwitz!!

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sou por norma, embora pareça que não, um homem paciente. Não serei o mais paciente. Nem sequer o mais tolerante. Aceito. Também nunca pretendi sê-lo. Sei onde residem os meus limites. Se calhar mais curtos do que muitos outros, mas sou assim. No entanto, nada me enfurece mais, nada me deixa mais intolerante, do que a falta de senso! O que mais me irrita é a capacidade que certas pessoas possuem de insultar a inteligência alheia. Veja-se, não me pretendo um super cérebro. Nem sequer serei referência para nada. Para ninguém. Pouco me interessam, essas noções. Mas que vejam em mim o que não sou, que pretendam conhecer-me, é algo que me transcende. Em termos de raiva!

Aparecem, com incrível assiduidade, criaturas que julgam sermos todos farinha do mesmo saco. Ou seja, tudo o que compõe a sua distorcida noção da realidade, deve ser, obrigatoriamente, igual para os outros. Mais um exemplo caricato de rebanho e ovelhas...

Assim, acham que as acções são iguais para todos. Se agem de certa maneira, de certeza que os outros o fazem da mesma forma. Isto, além de uma profunda falsidade, é tão idiota que se torna trágico. Não sei quantas vezes já aqui escrevi, mas não me cansarei de o fazer, nunca. Eu não sou covarde! Eu não me escondo por trás de artimanhas. Eu não simulo ser outrém, não disfarço o que sou. Não me desmultiplico em blogs para atingir objectivos! Desprezo essas atitudes e não lhe vejo qualquer interesse. Repito: não me traz qualquer benefício faze-lo. Apenas revela imbecilidade e falta de respeito.

Não me interessa o que pensam de mim, embora seja frequentemente brindado com barbaridades, não pretendo nada de ninguém. E ninguém pretende nada de mim. Será uma relação justa, acho eu. As poucas pessoas que sigo nesta plataforma, faço-o porque são muito diferentes e ao mesmo tempo iguais a mim. Não pretendo impôr nada. Gosto do que escrevem. Concordando ou não. E penso que quem decidiu seguir-me, também me tolera (no mínimo). Portanto, não uso falsos argumentos para nada. Sou eu e apareço apenas com este nome. Não mudo ou disfarço endereços. Não simulo merda alguma! Quando escrevo ou comento, estou identificado. Não sou um alcoviteiro merdoso! Que ouve aqui e conta ali.

Não ando à procura de protagonismo, escrevo o que penso e se isso não me torna adorado por amigos ou amigas, fuck it! Não escrevo para polir. As minhas experiências não me permitem olhar com o optimismo alheio. Vejo o mundo como um poço de porcaria. E daí? Leio outras pessoas que pensam de forma diferente. Aceito-as. Elas aceitam-me. Mesmo que me vejam como uma mancha negra, daquelas que não desbotam. Está ali. Para consumo moderado.

Creio que deveria ser evidente, parece que não. Pelos vistos, a cegueira obtusa e idiota, é genética. As evidências estão expostas. Ali, em frente das ventas. Mas não percebem. Continuam a inventar cenários. Lamento desiludir, uma vez mais. Eu não simulo nada!

Insultar-me a inteligência, reduzindo-me a certas condições, além de errado e cretino, não trará nada de bem. Apenas mais deprezo e ódio.

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Aquela árvore no Inverno,
Dir-se-ia que se curva sobre um lago secreto,
Diz-me, estará Narciso apaixonado
Pelos seus ramos?
Amará ele o seu tronco solene e sinuoso?
Vejo-a através deste vido escuro,
Possivel por que é feito de Inverno,
Mas,
Aproxima-se a Primavera,
Ela treme de receio,
Por isso cobre os ramos brancos,
De verde.

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Seria bom, num estalar de dedos, esquecer tudo o que nos faz realmente afronta ao espírito. Ou então, se não pudessemos faze-lo com os  dedos, até poderia ser vomitando. Exagero? Raios, porquê? Não vomitamos nós, por que estamos indispostos. E se há tanto, mas tanto que nos enoja, de facto, porque não expurgar a alma com um acto tão natural e próprio de criaturas que respiram. E se acham o suprasumo da existência.

Este mero estertor, que tanto sensibiliza a mentes mais sensíveis e "educadas", seria perfeito para aliviar a consciência da inutilidade de certas coisas. Ou então, se calhar melhor será chorar baba e ranho. Ajoelhar e pedir a um certo divino que se está borrifando, para que nos possamos esquecer de certas afrontas. Talvez ...

O grande problema é que teriamos de morrer em vómito. De tal forma estamos envoltos em afrontas e estranhas patologias externas.

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"Jesus, won't you fucking whistle
something but the past and done?
I am just a worthless liar.
I am just an imbecile.
I will only complicate you.
Trust in me and fall as well.
I will find a center in you.
I will chew it up and leave,
I will work to elevate you
just enough to bring you down.
Mother Mary won't you whisper
something but the past and done."
"Sober" ( Tool)

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Impunidade - o mero facto de viverem aos magotes, deixa-as cientes de que tudo lhes é permitido. Em rebanho estão protegidas. Podem exercitar, então, a sua cultura colectiva. Tudo o que se assemelhe a solitário é um contrasenso. Só na união se consegue viver. E sobreviver.

 

Solidariedade - amplamente conhecida e reconhecida, esta aberrante têndencia não deixa de ser tristemente odiosa. Há algo de verdadeiramente sinistro na forma como se manifesta. Para qualquer situação de hostilidade, aparecem sempre companheiras e amigos. Um ombro. Uma desculpa. Uma ajuda, para superação. Migalhas. Para o bem comum.

 

Cobardia - todas as ovelhas, sem  excepção SÃO COBARDES! Simulam força e empatia. Mas sempre com um pé atrás. Treinadas na arte de fuga em direcção ao grupo, é comum testemunharmos a  sua incapacidade de gerir as opiniões alheias. Apenas o som do chocalho as tranquiliza. O rebanho está por perto. Mesmo mordidas, sabem que estão protegidas.

 

Crentes - acreditam. Acreditam e oram. Acreditam e amam. Esta crença é apenas uma máscara para uma hipócrisia sórdida. O respeito que pregam pelos outros apenas se destinam aos que nelas acreditam. Senão, não merecem os seus carinhos. Mas apenas lhes basta uma palavra de apreço para acharem que se pode acreditar em tudo o que dizem. Crer nelas serve apenas para ser mais um. Entre tantos.

 

Ignorância - são amorosas, diga-se. Mas apenas porque são tremendamente ignorantes. A estupidez tacanha é a sua lã. Sabem tudo. O que é amar. O que é paixão. E escuridão. Sabem o que é ser acossadas. Perseguidas.

Apenas ignorância. Que as torna dóceis e prevísiveis. E confunde-se, muitas vezes, esta docilidade pacóvia, com respeito ao próximo. Até se confunde esta mera incapacidade de raciocinar com tolerância.  Tolerância e respeito que qualquer outra criatura, instintivamente sabe, serem  falsas. Coisa de ovelha.

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Num mundo de macacos, temos o que merecemos.

 

Macaco quer sexo. Quer desejar e obter. Macaca quer um espelho. Sentir-se desejada.

Macaco teimoso. Recusa o livre pensamento. Macaca faz-lhe companhia. Adoram as estrelas e os anjos.

Os anjos não entendem os macacos. Que falam. E pensam. E confusos, estão.

Macaca fala. Fala muito. Demasiado. Não escuta.

Macaco é ignorante. Gosta de matar. De guerra.

 

Macaco mata. Por dinheiro. Por terra. Por nada!

Macaca, tola macaca, enfeita-se. Fútil. Cega, pelo próprio reflexo.

Macaco acredita em absurdos. Em nomes antigos. E por eles, esmaga o próprio irmão.

Macaca adora ser bela. Mesmo que não passe de inútil monte de carne.

 

Irmão e irmã, gostam de estar juntinhos. Na sua força. Nos seus números. Ansiando pelo jardim do paraíso.

 

Macaca não come. Vomita. Até se tornar pálida. E magra. Tão bela!

Macaco, primata idiota, gosta de arrebanhar outros. Iguais a si próprio. E converte-los.

Macaca não gosta da verdade. E desopila, esbaforida. Beiços indignados. Símia ultrajada! Bate palmas.

Macaco domina. Rege. É religião. Morre e vai para o paraíso. Com muitas macacas. Virgens.

 

Macaquinho, morre de amores. Por um leve acento de fantasia. A dois.

Macaquinha, triste macaca, pensa que tudo gira em sua órbita. Mas pouco vê, para além do mato da sua pequenez.

Macaquinho vai crescer. E tornar-se igualzinho aos outros. Forte e imbecil.

Macaquinha amadurece. Tal e qual as outras. Vazia e sem ambição.

 

 

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Este silêncio, opressivo e turvo de emoções, não foi desejado por mim. Não hoje.

Porque hoje desejo teu sorriso. A tua gargalhada. O teu olhar de esperança. Sem lágrimas.

Fechei as portadas e procurei o conforto da escuridão. Já estou habituado a ela. A deseja-la e a perder-me nela.

Não obtive conforto. Ou resposta. Apenas a tua face. E o teu cheiro na minha roupa.

Tentei o sol, de olhos cerrados e boca franzida. Não me dou muito bem com esta luz... mas poderia ser diferente, esperar por ti, no calor e na luminosidade. Mais saudade. Mais memórias quentes.

Estar longe de ti não me faz bem. Sempre o soube. Pergunta a cada fibra do meu corpo. Obterás a mesma resposta. Tu. E só tu.

Porque dizes que detesto as pessoas? Que deveria sentir como vibram outros? Acaso troças de mim? Porque nada é igual a ti, percebes? Neste espaço confinado a que chamam alma, só tu mandas! Tudo o resto são ecos. De simpatia. Amizade. Candura. Dôr. Fome. Desilusão. Ódio. Raiva. Ecos.

Tenho pena, mas devo-te a minha miserável vida. Que salvaste partindo-te em migalhas. Crueldade a tua, acho. Não o merecia. Mas tu não pensas assim. Pouco importa. Sou devedor. E também te venero. Tremo quando me tocas. Arquejo no teu beijo. Comprimo, quando me faltas.

Nada me faz realmente falta. A não ser tu. Nada me dá realmente pena. Senão quando estás ausente. Pouco interessa quem caminha neste planeta imundo. Tudo se resolveria, se existisses apenas tu.

 

Aguardo,

espero, por ti.

 

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partida,

talvez a infindável eternidade te aguarde,

lamento-te,

porque te sei perdida, desvanecida

mesmo em desespero de morte,

sintas, exausta

encantamento

 

o lugar amado,

destruído,

o nojo do que nos tornamos,

crianças sem mãe, conscientes da nossa frágil condição

inaceitável agonia,

 

afastamento,

mundos aparte, tristeza

embora com suaves palavras possamos sorrir,

sonhar,

que se agita o coração,

se calhar, porque ainda virá alguém que nos aceitará

como realmente somos.

 

 

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