Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

Primeiro vieram as vozes. E com elas as palavras a que me habituei. Habituei-me a tudo. Até a esta escuridão.

Depois chegou o medo. Da ausência de som. Palavras e música. Do medo de perder a vista nesta escuridão e nunca mais me reencontrar. Ficar longe da luz que me avisava dos atalhos a seguir.

Eis que os dias se transformam em noite, com ela os sonhos de pânico. O desejo de guerra cega. De que será melhor aceitar que tudo passa e assim posso viver. Ilusões ...

 

De longe chegou a escolha, a minha vontade de abraçar a escuridão. De longe nasceu este extâse, prazer e chama imensa. Poder olhar-me assim, em gozo vestido de solene sonhar. E foi tão fácil olhar para o outro lado. Foi tão simples voltar a dançar,  reviver esta arte de empatia que já me esquecera.

 

Um sorriso usado como guarda-chuva? Protecção e porta fechada ao quê? Um absurdo, chamado desejo de iluminação, quando o que sempre desejei foi a falta de luz que ilumina outros. Até porque já deixei de me ver como  porto de salvação. Onde a  alma podia descansar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Pensamentos ao acaso ...

 

 

Melancolia, acho-a contagiosa. Terrivelmente destrutiva. Talvez porque conviva com ela todos os dias. Agrava-se a cada dia que passa, torna-se numa amante grotesca, sem beleza ou fundamento que não seja gerar mais e mais tristeza. Não quero ser melancólico. Sei que é o estado mais próximo de uma certa auto-destruição, de uma aproximação a estados de alma - confirmações do que já sei.

 

Gargalhadas, sou um parasita desta emoção. Gargalhadas. Não encontro outra forma de exprimir a minha admiração por quem consegue dar uma risada destas. Desde que seja realmente genuína. Fala-se tanto no beijo, tanto no abraço... creio que é um engano. Mas sei que sou um frustrado, porque tantas vezes é a tua gargalhada que me satisfaz. Seria diferente se preferisse um beijo? Ou um abraço afável? No entanto a minha esperança num planeta como este, afogado em imundíce, não se serve em braços ou lábios. Antes na gargalhada daquela criança, onde a corrupção ainda não beijou e abraçou.

 

Superficial, deixa que o seja. Estou cansado de quem se julga profundo e sábio. É mais dificil ser simplesmente diferente.

É muito complicado explicar porque cometo erros. É ainda mais duro justificar comportamentos. Apenas porque não o desejo! Não quero fazê-lo. Deixo a profundidade do ser e o pensamento altruísta a quem o merece. Eu apenas quero esta superficialidade. Não ter de ajeitar a minha inútil existência a uma exigência maior do que a ter de inspirar e expirar. Todos os dias.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Um ruído abafado despertou-o. Acordou-o da pesada sonolência dos embriagados.

Primeiro demorou a reagir. Agitou a cabeça de um lado para o outro. Ali, prostrado de bruços sobre uma cama desfeita, o homem virou a cara para a porta aberta do quarto em escuridão. Um novo som, agora mais pesado, fê-lo saltar da cama. Ainda tonto, mal curado da bebedeira, caminhou para a saída do quarto. Enquanto caminhava para a divisão da casa, mesmo em frente ao quarto e de onde ouvira o som, matutava porque razão deixara a luz acesa. E já agora, porque não comera a carne assada? Sim, a luz da cozinha ficara acesa mas não a baloiçar de um lado para o outro!

 

( Bêbado ...), já nem para apagar as luzes servia.

 

Quando chegou ao ombral da porta da cozinha parou. De súbito gelou e com ele gelaram os seus passos ainda hesitantes. Os olhos semi-adormecidos do homem cresceram. A sua boca que parecia permanentemente saber a cortiça, tornou-se num círculo negro imenso. Como que por estranhas artes mágicas, todo e qualquer vapor de bebedeira que subsistira desvaneceu-se. O mundo, o que sempre e sistemáticamente rodeava a sua vida, deixara de ser cinzento. Tornava-se agora, penosamente brilhante.

 

Dentro da cozinha, divisão assaz minúscula, algo se alimentava. Conseguia ver, do lado esquerdo da sua visão, que também deixara a porta dos fundos aberta. Algo entrara dentro da cozinha, por essa porta . E saltara para cima da mesa que estava no centro . E batera no candeeiro preso ao teto. Por isso a luz oscilava de um lado para o outro. Como a corda de um enforcado.

A urina escorreu pelas pernas do homem. Quente e em torrente. Não consegiu reter um gemido de horror. Em cima da mesa, imenso como o terror do homem, estava uma criatura bizarramente semelhante a um cão. O pêlo desgrenhado misturava o castanho da terra lamacenta com o negro da sujidade de muitas semanas sem água. Curvado para a frente, com as quatro patas assentes na mesa que rangia com o seu peso, o cão dilacerava a carne que o homem ali deixava. As suas mandínbulas devoravam e soavam assassinas. A respiração era ofegante e frenética.

 

Parou.

Ergueu a cabeça que ao homem pareceu gigantesca. Fê-lo lentamente. As orelhas da criatura esticaram-se para trás do crâneo rochoso. O homem deu um passo para trás. A saliva que inundava o focinho do animal era espessa e abundante, misturando-se em tons esverdeados. Arreganhou os lábios e o homem pressentiu a morte. Ali. Naquelas mandínbulas de dentes afiados e tão promíssores de uma morte de agonia! Naqueles milésimos de segundo o enorme cão pareceu sorrir, enquanto a luz continuava a balançar. Mas foi nos seus olhos, que se fecharam até se tornarem um mero risco negro e no latido, que de início fora um aviso do interior conturbado do animal e por fim se tornara num  rosnado inumano, que o homem acordou. Como que saíndo de um pesadelo virou-se e saiu da cozinha, fechando a porta.  Enquanto corria para o quarto ( de onde nunca deveria ter saido!), ouviu a peso do animal a entrar em contacto com o soalho da cozinha. Esmagador. Um novo rosnar, primitivo e da aurora do tempo ecoou, enquanto a porta da cozinha estremecia.

 

O homem, louco por sobreviver, entrou no quarto e fechou a porta atrás de si, rodando a chave. Saltou para cima da cama e ali ficou em posição fetal. Olhos postos da porta. Nem sequer pensando em saltar pela janela para a rua.

A porta da cozinha partiu-se em mil estilhas. As patadas do cão percorreram a distância até à porta do quarto. A luz que passava por baixo mesma porta desapareceu. Uma sombra enorme tapou-a. Um som de inferno fez-se ouvir pela abertura da porta. Um cheirar raivoso. Logo seguido por um bater de dentes e um ronco.

O homem cerrou os olhos. Assim permaneceu toda a noite. Escutando aqueles sons do outro lado da porta. E a criatura não arrombou a porta. Apenas ali ficou, como se tirasse um prazer racional matando todos os vestígios de  sanidade do outro.

 

Até que o homem deixou de ouvir o cão. A manhã chegara, o sol enchia o quarto. Trémulo e hesitante, levantou-se da cama.

Abriu a porta. No chão, uma baba imunda ainda era prova de que este não sonhara.

Chorou, finalmente. Caminhando por cima do estranho líquido viscoso e pedaços de pêlo da criatura, chegou à casa-de-banho. Olhou-se ao espelho, não se espantando.

 

Por ver que o seu cabelo se tornara branco. Da côr do gelo. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

 

Já reparei que não me olhas directamente. Olhos nos olhos. Cara-a-cara. Isso diverte-me muito. És como uma folha em branco, onde tudo o que escreves é prevísivel. Nada do que pensas antecipadamente é surpreendente.

E eu? Não passo de um miserável mensageiro de morte sentimental. Caminhando decidido a trazer-te novas de morte. Por isso me evitas, contorcendo-te entre amigos que te suportam a existência.

 

Não gostas de ver a côr do sangue, já o afirmaste muitas vezes. Assim, porque insisto em falar-te  dele? Porque raio persisto em desnudar a alma a troco de  sangue? Óbviamente não sabes. Nunca  sabes merda! Apenas sabes que me aproximo e nunca com boas intenções. Sei. A verdade dói. Sangra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

 

Sinceramente?

 

Estou cansado! Estou farto de tanto ouvir falar em tolerância e compreenção!

Estou fatigado da mesma e sistemática ladaínha: aceito as diferenças. Cada um é como escolhe ser.

Mentira! Por cada vez que alguém profere estas palavras, depressa encontro muitas outras que as negam. Nada é levemente aceite. Nenhuma diferença é realmente aceite. Há sempre a mesma imunda moralidade. Sim, a tal que licita suspiros de negação. A tal ...  que dita regras e boas maneiras a tudo e todos.

É onde se colocam regras e limites ás acções dos semelhantes. E nada se torna mais asqueroso do que esta santa mania de julgar os outros não querendo sofrer julgamento. Nada se assemelha mais a uma profana hipocrisia do que a traição de pensar pelos outros.

 

Sabem?

 

Eu falo por mim! Eu e apenas eu.

 

Pessoalmente, eu não quero saber  de realmente nada! Estou-me nas reais tintas para o que acham de mim. Por isso, borrifo-me para o que fazem os outros. Não me importa com quem fazem sexo e muito menos porque o fazem.

Os caminhos que percorro para o prazer são meus. Sigo-os por minha opção. Assim, porque me importam os desígnios de quem não conheço e escolheu outro caminho? Exacto! Nada!

Concordo que se procure satisfação, além de mera arte da procriação. Quem não o faz é idiota. E quando se pressentem santos e sem mácula? Dou graças por esta minha falta de juízo.

 

 

Não me pertence a triste e pesada tarefa de tentar julgar quem não me julga. Não sou infeliz ao ponto de achar que haja quem se importa com a minha vida. Com a excepção de uma pessoa, claro. Que essa pessoa se tornou perita nas artes físicas e mentais do prazer e por isso deixei de me importar com quem me rodeia. Apenas isso. E já é muito.

Não quero realmente saber, já o disse. Também já o afirmei, mesmo o que é supostamente obsceno para uns, é uma obra de arte para outros. Vejo é imensas criaturas de alma destoada, que se pelam pela sua maneira de pensar e julgar. Quando deveriam era seguir com as  suas vidas. Que interessam as preferêrencias alheias? Onde está a virtude de julgar os outros quando a nossa vida é um terreno ermo e estéril, onde só existem calhaus de idiotice vazia e preconceituosa?

 

Eu?

 

Não quero limitar-me ao que os outros querem. Borrifo-me para a vida alheia. Sou meramente humano. O meu corpo é usado por mim. Como quero e anseio. A minha mente não está mais lúcida apenas por minha culpa. Aceito-o. Mas ainda não sou tão imbecil ao ponto de julgar por aparências ou desejos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:






Autoria e outros dados (tags, etc)

 

É minha lamentável falta existir num plano de realidade promíscuo e em desarmonia. Uma coisa leva a outra, como sempre. As vozes da minha alma nunca são realmente coerentes. Por vezes ( muitas ...) tudo o que faço é caminhar pela casa interior, admirando o pó e a mais completa falta de combinação. Para quem está lá  fora, aparentemente pareço levemente pedrado. Numa outra dimensão. Incapazes de notar como as observo e lamento.

 

Tempos houve em que achava ser melhor para mim e para a minha própria sanidade, partilhar as minhas ideias com muitos outros. Aprendi a fechar a boca. Também me tornei mais modesto em relação aos amigos. Tanto que os meus amigos cabem num punho fechado. Tanto que o conceito de verdadeira amizade se compara ao próprio gesto de respirar. É preciso, precioso e absolutamente essêncial!

Esses são os vagueiam pela minha casa em pantanas. E encontram-me sempre. Esteja onde eu estiver. Os outros? Perdem-se em jogos e falsas ideias.

 

Não gosto da falta de harmonia para com os outros. A sério que faço muita força para que não aconteça. No entanto, apenas harmonizo com animais muito raros e dispersos. Acho que é por causa do sorriso e dos gestos das mãos. Uns hipnotizam e dão calor. Outros, a maioria, apenas tresandam a sobranceria e ignorância.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

 

 

Pensamentos ao acaso ...

 

 

Juízo, é verdade, já o percebi, eu não tenho muito juízo. Custa-me tanto admitir isto como me custa despir a  roupa e ficar nú. A vergonha só existe nos primeiros momentos, nas primeiras horas. Ou nas primeiras ofensas. De resto é fácil. Chega a ser incrivelmente banal admiti-lo. E ficar a ver como reagem as pessoas ao meu redor.

Já me cansei de tentar combater este mau juízo. Creio que ( aqui existe alguma fatal demência genética, sim!) espero apenas o que não deveria. Por certo, ser ajuizado será tolerar e aceitar o que tanto se apregoa como racional. Deveria rodear-me, desde já, de muita gente. Vestir-me a rigor e passer junto do rio. Cantar-te amores e paixões frustradas. Sim, deveria. Mas não o faço, já que a minha falta de juízo dá-me apenas para desejar beijar quem chora. Mesmo quem chora por não se arrepender. Verte lágrimas de raiva e fúria. Quem acabou de magoar alguém.

A minha falta de noção, juízo maligno, leva-me a amparar quem está doente. Doente por falta de juízo, digo. No fundo, no fundo, os que são a minha imagem. Os que sabem o que é ter juízo e recusam-se a aceita-lo.

 

Sala branca, nada me deixa mais consciente da minha própria fragilidade mental do que os teus gritos dentro da sala. Nada me agonia mais do que o teu olhar vago, para além das janelas turvas. Quando o sol se apaga e chega a chuva.

Não posso lidar com essa tua insensata loucura. Ver como escreves e esmagas o lápis novo. Quando a tua voz rouca se dispersa e rasgas o papel em branco. Onde supostamente escrevias algo. Noutros tempos, em outros locais. E voltas as abrir a pasta de cabedal, maquinalmente abrindo o fecho. Conheço o cheiro dessa mala, nunca me abandonará. Mais uma folha em cima das tuas pernas. Outro lápis, que podes usar sempre que queiras. Sabe-se que te esqueceste como podes terminar a tua vida com ele. De facto, já te esqueceste de muito. Mas não de mim. Ainda me olhas nos olhos. São iguais, os meus e os teus olhos. Verdes azeitona, como gostavas de me afirmar tocando-me na ponta do nariz.

Quando perguntas porque razão é que a sala é branca, dizem-te à minha frente que é porque o branco é tranquilo e calmo. Por trás de quem te responde, eu olho-te e tu sabes a minha resposta. É branca porque branco é o desespero. A falta de luz. A luz que precisas. E sei, que forças um sorriso, mas odeias o branco. Como eu.

 

Riso, conheço um homem que é palhaço de circo. Tirando os momentos em que actua naquele círculo rodeado de miúdos e familiares, realmente habilidoso em causar gargalhadas, nunca o vi rir.

Conheço-o há muito tempo e só quando pinta o rosto para o circo, é que força um sorriso. E mesmo nessa fase, eu, eterno cínico, nunca olho para a boca vermelha que se rasga num sorrir forçado. Não noto os gestos espalhafatosos  de palhaço. Cerro o meus olhos em esforço e fixo os seus. Sim, os olhos são de facto o espelho da alma. Os dele pura e simplesmente não riem. Apenas revelam o cinzento das suas recordações.

Quando me encontro com ele para um café ( e quase tenho que o ameaçar fisicamente para sair e ir beber algo ) ele diz-me apenas uma palavra: obrigado. Permanece calado enquanto eu falo e falo. Sei que me escuta, mas nunca sorri. Acena apenas com a cabeça. Um turbilhão de emoções esgravata aquele senhor palhaço. Sei porque não sorri, concedeu-me o direito a que o sobessse, mas isso não me deixa mais sábio sobre nada. Apenas mais desiludido e espantado. Não imaginava ser possivel alguém conseguir apagar o sorriso de outro desta maneira.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 

Se me fosse concedido um último e final desejo, se realmente tal fosse possivel, eu não hesitaria. Não me interessa o mundo, nem a paz ou o amor que nele pudesse haver. Não pretenderia questionar deuses. Não pediria a vida eterna.

Um último desejo, realmente realizável, não seria pela felicidade da odiada humanidade. Pouco me importaria a fome ou a desgraça. Não quereria saber  se existe vida para além desta miserável existência.

 

Se me fosse concedido um último e final desejo, desejaria ardentemente olhar para o mais profundo da alma  humana. Ver. Senti-la e cheira-la. Acima de qualquer outra noção, contra qualquer outro desejo ardente, quereria sentir a escuridão humana. Provar, de forma verdadeira e sem dúvidas, o que sempre quis justificar. Não há nada de mais grotesco e feio do que a verdadeira natureza humana.

Imagine-se, o que poderia realmente absorver e aprender com tamanho desejo! Todas as justificações seriam expostas e desmistificadas. Finalmente, terminariam incontáveis séculos de falsidades. Com a alma a nú, poderia aceder ao conceito fundamental na minha miserável existência. O único e genuíno padrão que sempre foi perseguido e nunca atingido. A real noção do Bem e do Mal.

 

Também sei, sinto em cada fibra de mim, que após este desejo realizado, deixaria de ter sentido continuar a viver. Tudo se tornaria pálido perante isto.

 

Rebentaria os miolos, pois seria isto ou a insanidade sem regresso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/2





Arquivo

  1. 2017
  2. JAN
  3. FEV
  4. MAR
  5. ABR
  6. MAI
  7. JUN
  8. JUL
  9. AGO
  10. SET
  11. OUT
  12. NOV
  13. DEZ
  14. 2016
  15. JAN
  16. FEV
  17. MAR
  18. ABR
  19. MAI
  20. JUN
  21. JUL
  22. AGO
  23. SET
  24. OUT
  25. NOV
  26. DEZ
  27. 2015
  28. JAN
  29. FEV
  30. MAR
  31. ABR
  32. MAI
  33. JUN
  34. JUL
  35. AGO
  36. SET
  37. OUT
  38. NOV
  39. DEZ
  40. 2014
  41. JAN
  42. FEV
  43. MAR
  44. ABR
  45. MAI
  46. JUN
  47. JUL
  48. AGO
  49. SET
  50. OUT
  51. NOV
  52. DEZ
  53. 2013
  54. JAN
  55. FEV
  56. MAR
  57. ABR
  58. MAI
  59. JUN
  60. JUL
  61. AGO
  62. SET
  63. OUT
  64. NOV
  65. DEZ
  66. 2012
  67. JAN
  68. FEV
  69. MAR
  70. ABR
  71. MAI
  72. JUN
  73. JUL
  74. AGO
  75. SET
  76. OUT
  77. NOV
  78. DEZ
  79. 2011
  80. JAN
  81. FEV
  82. MAR
  83. ABR
  84. MAI
  85. JUN
  86. JUL
  87. AGO
  88. SET
  89. OUT
  90. NOV
  91. DEZ


topo | Blogs

Layout - Gaffe