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A razão porque insistimos em transportar um peso tão grande como a culpa de sermos quem somos, seria mais do que o necessário para rebentarmos os miolos. Em vez disso, escondemos a nossa natureza e enchemos os dias com inutilidades. Como justificações para o ódio e o desprezo de outros.

 

Já agora, alguém me recomenda para uma qualquer irmandade de  salvação? Pode ser que  em conjunto, consiga compreender porque continua a existir tanta gente estúpida e convencida!!

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O exemplo é mais do que usado, como alicerce de bom trato. Como norma de comportamento. Como luz que ilumina caminhos.

 

Arrependimento.

 

Mas o que é que acontece se não houver qualquer arrependimento? Se todas as justificações possiveis para o arrependimento não forem o suficiente? Se calhar, caímos na mesma ideia. Afinal, talvez  o acto de arrenpendimento seja válido. Desde que se justifique. Arrependimento apenas porque outros acham que  deve ser é completamente oposto ao meu bem estar pessoal.

E se fôr para que alguém se sinta realizado, eu não me interessa! Não vejo onde está a realização pelo arrependimento.  E depois, quantas pessoas conheço que já vi realmente arrependerem-se? Poucas. E para essas poucas tem ido o meu único arrependimento.

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Retratos do Ódio ...

 

Onde deveria ter ficado a ternura de uma carícia, deixei que aparecesse uma cicatriz. Uma marca que foi aparecendo, fundindo-se com a minha alma. Mas agradeço-te, seriamente. Afinal nunca consigo abdicar de uma punhalada, não é o que me dizes?

Não quero que penses em mais nada. Não sei onde fui buscar tamanho ódio à  tua pessoa. Mas a verdade é sempre clara, pelo menos no fim de tudo. A nossa batalha acabou. Durou anos, lembras-te?

Não há despojos. Não existiu sequer uma rendição. De ti, recebi uma purga de desilusão. De mim, recebeste a única semente que não aceita cultivo. Ódio.

 

Mas é sempre um vazio. Nunca fica nada como antes. Testemunhar  como te arrastas para um poço  de rejeição magoa-me mais do que as  tuas atoardas sem sentido. O veneno que atiravas por palavras. Por gestos imoderados.

Gostaria antes, de erguer o meu copo a todos os anos de batalha. Prefiro que assim seja. Afinal és apenas uma criatura como eu. Morremos pelas nossas ideias e pelo nosso orgulho.

 

Pela nossa incapacidade de aceitar a vassalagem.

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Tentar falar da paixão que nutro por esta banda - projecto é uma redundância inútil. Pura e simplesmente não existem palavras.

 

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Antes de pretendermos sequer, fazer as pazes com o mundo, deveríamos primeiro pedir perdão a nós próprios. O facto é que andamos zangados com os outros, mas mais ainda, com nós mesmos. Mais rápidamente pedimos desculpa a outra criatura como nós, do que tentamos ter paz connosco. É mais rápida a nossa captação de erro para com outros infelizes, do que concluirmos os erros que nos matam lentamente.


Fazemos da nossa vida uma rotina de agrado ao exterior com uma precisão maquiavélica. Somos tantas vezes incapazes de insultar outros e guardamos essa veia para nos castigarmos: com uma seringa. Com uma garrafa. Ou então, escondendo o que somos.

É bem mais fácil amar e dizer palavras de paixão a outra pessoa. Não deixar submergir a nossa real face. Se calhar porque não gostamos realmente de nós próprios. Do que somos.

Ou se calhar porque precisamos de outra criatura, como nós, que faça o seu papel. E nos ame. Como somos.

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Retratos do caminho ...


 

Hoje é mais difícil ser indiferente. A faculdade de ser alegre há muito tempo que deixou de ser um luxo pessoal. Mas o pior de tudo é que deixei de me importar com isso. Percebo que não chegue rigorosamente a lado algum. Percebo  a visão de quem deixou de argumentar a favor de manter as aparências. Mas deixou de fazer sentido olhar outros como exemplos. E não sei o que fazer.

 

Por vezes a visão de uma coisa tão banal como um sussurro amigo permite-me sonhar. Deixar de lado, por alguns segundos, toda a distração que me afasta do caminho. Mas depois, alguém se afasta de mim. E volto ao meu estado mais normal.

Não me interessa a sensação de desprimor constante. Irrita-me a minha incapacidade de lidar com várias coisas ao mesmo tempo. Passar de um lado para outro. Olhar para tudo sem uma atenção constante. Faz-me sentir perdido. Que deixo algo para trás. Algo genuínamente importante.

 

O caminho é mais fácil, apesar de tudo: quando consigo memorizar certos gestos de complacente amizade. Memorizar? Mais do que isso, guardar dentro de mim a chama de tamanha preciosidade. Rara e sem preço.

Ou então, um beijo. Eu tenho muita dificuldade em beijar ao de leve. Em beijar de forma breve e despegada. Prefiro não o fazer. Se calhar é por isso que beijo pouco. Mas há uma beijo que me é dado em alturas mais negras da minha vida. Um beijo que me relembra que existem outros caminhos e outros atalhos. Quando os seus lábios se unem aos meus é muito doce a sensação que deixa no meu corpo. Creio que se trata de uma suspiro de vida. Nunca é breve, este beijo. Nunca é suave ou maquinal. É tão profundamente sábio e humano que equivale a toda a medicina desta merda de mundo. E não raras vezes, quando os lábios se descolam, existem neles pequenas gotas de sangue. Não há dor. Apenas sentimento de vida.

 

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Retratos de Ódio ...

 

# Por alguma razão que só a natureza conhece, alguns tornam-se mais odiosos aos olhos da maioria. Seja pela incapacidade de sujeição, seja pela firmeza de carácter. A maioria assume-se como tolerante e benigna. A maioria mente. Tem medo de tudo o que possa estar para além do seu círculo sagrado. Assim, a maioria odeia silenciosamente. Confundindo a incapacidade de sujeição e firmeza de personalidade com arrogância e insensatez. Incapazes de vislumbrar centelhas de alma e paixão, cegos pela raiva, tudo fazem para esmagar o que mais odeiam.

Para mim fraqueza não é falta de força física. Não é verter paixão ou amor por algo ou alguém. É odiar quem é diferente e que procura caminhos opostos à maioria.

 

# Rastejar toda a vida. Rastejar por um beijo e um carinho, tantas vezes mal dado. Arrastar-se por uma vontade de agradar a tudo e todos.

Deixar que os desejos e convicções mais íntimas se afundem e transformem em pó. Nunca pensar em si mesmo. Ficará para outro dia, a realização pessoal; para que outros sejam favorecidos.

A mais absoluta incapacidade para revelar o que mais se odeia na face de quem o merece. Em vez disso, apenas mais um dia de lágrimas e vazio existencial.

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Retratos do caminho ...

 

Pelos caminhos de cicatrizes e feridas abertas, numa fraca luz. Luz da não-existência.

E que tranquilidade, testemunho! Doce paz. Serenidade interior.

Que suprema felicidade! Caminho seguro para o extâse.

Em face da maior das mentiras - feita verdade.

Com Ela, cada sonho se esmagou. Arrassado e perdido!

 

Cada simples e única palavra, silenciada. Para todo o sempre.

 

Descida. Queda. Regresso ao primado de tudo. Grotesco. Belo. Nada.

 

 

Os jardins de estranhas ilusões mirraram. Sem os sonhos que poderiam dar-lhes vida.

Longe dos ventos de estagnação da alma. Monumentos para um evangelho silenciado.

Morada para um feto apodrecido dentro do ventre da natureza.

 

 

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"Se for preciso a noite será feita por medida. A luz do dia, servida na dose necessária. Creio que será um tónico sublime, poder olhar-te até ao nascer do dia.

Morrerei na  escuridão, se necessário se tornar. Para poder calvalgar a teu lado. Em pálidas montadas. Nem um gemido meu escutarás, nem uma lamúria."

 

"A companhia faz-se paixão. A amizade fez-se abrigo. A tua força tornou-se no meu espanto. E em todos estes dias, incapaz de te absorver, sei que rasgaria todas as minhas virtudes por ti.

Mata-me! E morrerei feliz."

 

"Existe, em ti, uma gota de esperança. Mesmo nas horas mais agrestes da vida. Chega para me saciar, encher de vontades.

Há algo em ti que pulsa a um som que não deseja desespero. Mesmo que te bata à porta do coração. Ainda que te humedeça o rosto.

Por mais que me interrogue ou procure, não consigo descobrir a fonte de tamanha força. Talvez seja porque as aparências iludem"

 

"Não te dedico nada. Porque tudo o que tenho de bom é teu. Comigo só ficou esta raiva e este rancor. Só restou esta falta de vontade de olhar para o lado. Este orgulho que nunca conseguiste dominar, mas que tão bem compreendes."

 

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Por vezes é bom. Rejeitar o que sou e não ceder aos impulsos. Ao orgulho e ao respeito.

Ás vezes é bom. Sair do meu labirinto e não respeitar o que outros me pedem. Pedem a necessidade de solidão e de afastamento - para melhor pensarem.

É bom, que não aceda a tais pedidos. Por vezes. E ficar.Teimar em permanecer. Contra a minha vontade. Até contra a vontade alheia.

Porque sei que nem sempre é realmente bom estar só. Por vezes é preciso que me esqueça do que sou realmente. Recusar os instintos e afastar-me.

 

... Em nome de outros.



Não tenho nenhum talento especial. Nada que mereça uma parcela de atenção de outros. Mas recordas-me como sou curioso perante certas coisas. Se calhar, a curiosidade é um talento? Espero que sim; preciso de ter algo a que me agarrar. Sem desesperar pelas horas vivas que só tu me trazes.


Sorris, quando te digo que se Deus realmente existisse seria um astronauta. Só assim se poderia explicar porque se  desliga de tudo. Por gostar da viajar e olhar para outros planetas. E não este.

Sorris, quando acho que  Deus seria o rei do humor. Só poderia. Com criaturas como nós ...


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