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  Refraction ,

 

Existe em mim um explícito prazer. Nada me satisfaz mais do que a sensação de ir contra a corrente. Nada consegue superar este pensamento. Fazer de maneira diferente. Encher as minhas sombras com as tintas que escolhi. Vale cada segundo poder observar a expressão de quem acha conhecer-me profundamente e assim prever o que farei. E quando mostro o que decidi e irei fazer, as expressões mudam. É quase possível cheirar o seu desapontamento. Existe uma chama que se apaga. Ficam as cinzas do desapontamento.

 

Não tenho preconceito em relação ao ódio. Meu e dos outros. Quem julga comandar raramente me aceita. E é vital que eu demonstre isso mesmo. Não sou ingénuo ao ponto de não o saber. O ódio é uma emoção de força e que em muitas ocasiões me ajudou. Irá ajudar. Por isto não me interessam os ódios e as chispas dos outros. Confunda-se da maneira que se queira. Ódio, desprezo ou egoísmo. Eu não peço perdão a nenhuma alma! Porque deveria pedir? Se nem a mim próprio peço.

 

A minha felicidade, por escassa que seja, é preciosa. É demasiado rara. E está fechada a sete chaves. Apenas quem eu quero consegue abrir certas portas. Isso é uma verdade inegável.

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 Hate engine,

 

 

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 Cold Void,

 

Continua a lição. Caiu o véu. A escuridão foi partilhada. 

 

Partilhada como um beijo ardente que marca a pele. Submetida, como se de um espasmo se tratasse. Tudo se torna diferente. O prazer e a dor que o preenche. Não existe a culpa. Nem sequer a vontade de ver a luz do sol. O coração ainda bate. A respiração ouve-se. E estou exausto. Estranhamente. E espantosamente: feliz. 

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 Burning from Both Ends ...

 

Existe quem lhe chame devoção. Amor ou algo tão distante e absurdo como destino e estar destinado. Há quem lhe chame caminho de rosas e cores únicas! Também são muitos os que se acham banhados num sentimento de pertença. As suas dores são as dores do outro. Os seus olhos são para ver o mesmo que vê o outro.

 

Eu chamo-lhe escarpa que é necessário trepar e sangrar. Um caminho a ser, muitas, milhares de vezes, feito só. Longe e em absoluta falta. Remeto-me a uma condição que foi evitada durante anos. E porquê?  Apenas porque és portento! Porque te encontrei quando tinha a certeza de estar seco. Que iria morrer mirrado. E nada mais se pode comparar. Tudo o que resta não pode existir.

 

Hoje, mais um passo para voltar a adormecer no teu peito firme. Que por estas horas quase consigo sentir o cheiro do teu cabelo abundante. Cheira a ervas de Outono... E por seres portento é tão fácil que esqueça a punição física e mental. Que este desejo não é humano. Pelo menos, não como o concebo. Nada se lhe compara. É necessário, absolutamente necessário que todo o resto se afaste. Não tenho receio algum da solidão dos outros. Não verto uma lágrima que seja por outra causa que não esta. Mesmo que seja forçado a rasgar-me sistematicamente. Não existe vontade para mais.

 

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Moonflower ...

 

Aprendi sobre a transformação que desde sempre me acompanha. Das sombras e da escuridão sem luz que guia. Longe da luz da manhã. Reconheço as dores que traz. A incompreensão latente. Porém, nem sequer penso em evitar que aconteça. Seja na alma seja no corpo, é necessária. Tantas são as vezes que o rir se confunde com a angustia da saudade, que se torna impossível descrever. Mas se o coração ainda bate é sinal que algo de bom estas transformações trazem. Creio que esta será a única maneira de sossegar. Ou isto ou a loucura definitiva...

 

E por isto, aprendi a ouvir o seu canto que embala. Porque os meus ouvidos foram treinados  nesta diligência e escuto. Por isto aceito a força desta piromania que tudo queima. Tudo o que resta pouco me importa. Eu não me interesso por outros motivos. Não quero saber. 

 

Completaria o ciclo se os olhos deixassem de ser verdes. E se tornassem  negros. Para que a nossa harmonia fosse perfeita.

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Still glowing ashes ...

 

A Maneira pragmática, quase trivial, com que tem testemunhado o passar dos anos no corpo nunca deixou de me causar espanto. Mesmo observando a sua ladainha todos os dias, não consigo ficar indiferente. A velhice tardia - " o por-do- sol da vida", como insiste em chamar-lhe - aproxima-se; mesmo assim, insiste em não lhe ficar indiferente. Persiste, educadamente, tirando o chapéu. Indiferente a todos os vícios que o consumiram e continuam a assombrar os seus dias e noites em claro. Nunca serei comparável a ele. Mesmo com tudo o que me corrói e deixo que consuma. É impossível que experimente demónios tão intensamente únicos e pessoais.

 

Mas não teme a morte. Desde logo, basta que se leia a sua face. Impossivelmente estranha, creio eu. Brilha através do fumo do cigarro. Exprime ânsias que não entendo. Vagaroso a absorver momentos, até aos dias de hoje ainda não consegui testemunhar olhos tão vorazmente vivos! Olhos quem bem podem já ter testemunhado o universo e mesmo assim recusam-se a ficar satisfeitos. Resignados.

 

Felizmente, sei que saudará a morte. Sei. Com toda a certeza. Não pertence a este mundo. Demónio de mil passagens nocturnas. Embriagado por chegar ao fim. Senhor de si. Mesmo que chegue sem aviso, será com naturalidade que lhe irá segredar com a voz rouca, "bem - vinda, sua cabra!"

 

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... Deixei cair a ilusão de que somos todos parecidos e merecemos todos as mesma condição. Há muito tempo que tal ficou arrumado ao canto. Não sou igual a ninguém. Ninguém é igual a mim. Não o pretendo e não é pretendido. O que sou, observo sistematicamente, não se define nas palavras da maioria que me rodeia. Cheguei à conclusão que apenas uma pessoa, de um já restrito número, sabe quem sou. Por muito complexa que seja a minha condição, possuí a faculdade de a desnivelar e desfiar. Como?  Já muitas vezes questionei. Responde com um sorriso arcano de quem sabe, mas não consegue explicar.

 

 

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