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Eu não cheguei aqui, trazido por alguém

Nem sequer pelo medo do caminho,

Vim só, eu próprio

Sou apenas uma ideia,

Corrente de incertezas.

 

Por vezes a tua corrente, afasta-me deste mar

Mas eu morro, esbracejando

E ás vezes sou gentil, sóbrio

Na maioria das vezes, adormeço.

 

Fico tão longe da margem!

Quando tentas tocar-me, ardes no meu deserto

Na minha infame paixão, dolorosa

E... sabes, estou tão longe

Raramente oiço a água.

 

E recuso-me a acreditar no que dizes ser verdade, real

Tento, ainda assim, mudar a minha vida.

A minha rota à tua volta é tão patética,

tão febril, que padeço de uma estranha agonia.

 

Não me enfraquece, murmura singela

Cresce no meu interior, liberta gotas

Nas folhas que cobrem o meu corpo.

Sintomática purga, infame condição!

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