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Permanecer um hábito na tua natureza parece ser o meu mais profundo desespero. Porque me lembras sempre da perfeição. Porque renego essa perfeição. Porque nela não creio. E acuso-te de me fazeres sentir humano. Demasido humano. Fruto de uma natureza obscura e maligna. Para ti.

Eu sou quem entra na tua mente, perseguindo uma união sem sentido. Em carne sentindo-me quente. Tão longe desse frio que mora em mim.

Não consigo permanecer neste vácuo de emoções. Sentindo a lúxuria de um seio ofegante. Onde deveria permanecer pacatez e tranquilidade, surge um mundo de vertigem. De voraz entrega e um som que nunca antes ouvira. De um coração aviltado. Por mim. Aberrante criatura. Consumindo a tua luz. Esbracejando afogada. E numa estranha mágoa, vejo-te na escuridão. Agarrando-me ainda. Bárbara criatura! Tortura em tons vermelhos.

Sabes que não sou perfeito. Porque não acredito. Nunca acredito!

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