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Aqui chegaste, finalmente! Onde me posso rejubilar. Num oceano de sensação.

Tenho os sentidos distorcidos. Pejados de lágrimas dolorosas. Franquezas de que tenho feito vida. Fazes-me bem. Carregas o meu fardo. Penoso.

Amas-me desmedida. Tornas-me homem. Sentidos em chamas. E porque sou assim. Animal de sentidos. Sempre. Sempre a ver-te. Querer tocar-te. Em penosa possessão. Poder sorrir, em extâse. És a minha droga mental. A minha ebulição de sentimentos confusos. Por ti e contigo, tudo permanece. Bem. Adorável.

Porque sinto. Porque na morte tudo termina. Porque só vejo vida na sensação. Nas pontas dos dedos. Nos olhos derramando lágrimas. Nos lábios que sorvem, ansiando. Nos cheiros hipnóticos ...

E vejo cores. Como nunca vi! Longe da minha existência fugaz. Em negro vestida. Vejo-te despida e desgarrado, morro. Arrastando-me para ti.

Existem outras palavras. Verbos que me ensinas, sussurrante, ao ouvido. Para além da maldição do Nada. Tu, a mim nunca renegaste! Companheira exausta. Candeia das noites de breu. Amante terna. De encantamentos forjada.

Só por ti vale a pena viver. Perdi a fé em tudo. Mas em ti encontro santuário. Na tua serena compaixão. Que me esmaga a loucura de ser grotesco.

Em estado de ansiedade, tomas-me. Sou teu. Ainda mais do que meu...

Só tu consegues amarrar-me nos teus braços.

E só tu consegues soltar-me.

Até regressar... A ti.

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