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Cortei-te as asas, roubei-te o voo

Tornei-te humana, simplesmente mortal

Dei-te a consciência do desespero, neste buraco surdo

Sem mim vives, comigo morres.

 

Conheceste a dor e a ira, revoltas minhas

Perdeste a fé em mim, em ti

Na solidão, minha morada, te juntaste

Nunca mais olhar o céu, em reverência de deitaste

 

E porque tudo te tirei, tudo voltaste a ganhar

Tudo voltou a ti, sem benção ou oração

Sem mágoa me seguiste, sem olhar para trás,

E sorriste, inebriante sabedoria e liberdade!

 

Porque és a minha guia, luz à frente

Onde caminhamos não se canta, murmura-se...

Por entre sonhos desfeitos fazemos mortalhas,

Onde dormimos, nos encantamentos entoados, por corvos que choram.

 

A ti ofereci a paz, em lágrimas perdida

Por haver ousado possuir-te, haver sorvido a tua fé,

Possa agora dar-te os meus poemas de dúvida

De pura e inolvidável solidão.

 

Deixer-te-ei sózinha, em extâse

Voltarei a outra paragem, deixando-te a minha maldição,

Sonhar ser diferente, de tudo sentir absolvição

Porque ser livre, é não precisar de asas para voar...

 

 

 

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