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Resido há muito nesta certeza,

que todos os dias me vem abraçar,

de que todas as esperanças acabam por morrer,

definhando neste mundo de desilusão.

 

Acordar para esta luz,

onde se revela o que não pode ser,

acabando por voltar a escuridão,

e o fim da minha resistência.

 

Abatido que estou,

entre espadas de dúvida,

só no orgulho me reencontro,

possuido por agreste fúria.

 

Só a verdade me interessa,

mas aqui reside a minha fraqueza,

porque a procuro constante,

nunca chego a ela. Aberrante e cruel amante!

 

Vocifero indagações,

recebo transformações de alma,

clamo por vingança,

atiras-me a virtude alva.

 

Cresço na incerteza,

pois não deverá assim ser?

fortaleço-me na raiva,

por ti, para que possas desejar ser feliz.

 

Mas não me sacrifico,

aos teus deixo essa colossal tarefa,

antes me afasto, enquanto dormes

o sono da certeza, mas não a minha.

 

Bato na tua porta, ainda hoje

vamos viajar,

sabes que te deixarei, sem remorsos

mas ainda vens comigo?

 

Que riso!

dois cegos em ermos campos,

onde abunda uma serena lua pagã,

por demasiado tempo, à espera....

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