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Abissal tormento, este

Querer ver, apenas vislumbrar

Por entre virtudes absurdas, tornadas realidade

Sinto a porta que se parte, ali, em frente

Vazio em mim, sentidos em portento

Por isso sofro.

 

Escrevo na minha lápide, mórbida declaração

Aqui fica quem nunca ousou chamar-te, sua

Porque em gritos ficou insano

Por tanto ansiar calor, longe do eterno Dezembro

Caiu, exausto por caminhar

Atormentado em desdém, crescendo em agonia.

 

Nada do que te escrevo é belo

Quisera ornar as minhas palavras de brilho solar,

De Nada se transformaram, sem a beleza do Norte ventoso

Agrestes mágoas, solicitas, te açoitaram

Dando-te vida onde tombei, morri.

 

Num sussurrar sublime, sentidos aviltados

Murmurei-te redenção, de joelhos, o mundo escutou

Por espasmos e memórias, pudeste escutar a minha cantiga

Disforme, mas só tua

Inaudível para outras criaturas.

E quando és minha, por solidão gélida,

Finalmente, em ti deposito a minha verdade!

 


 

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