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Chamo-me, nada

Para este buraco ermo e escuro, me arrastei

Foi aqui que os meus sonhos terminaram,

Onde a minha alma, testemunhei, se soltou

Para onde arrastei as minhas ilusões

E as deitei, para que morressem

Foi aqui, que Vi, sem  esperança

Que todo o significado que na minha existência coloquei,

Finalmente se revelou, como Nada

Que todo o significado que em mim puseram,

Finalmente se revelou, em Nada!

 

Todo o choro ou uivo,

Que de mim possa ter saido,

Ecoou neste vazio, meu buraco

E que ninguém os tenha escutado,

Porque amaldiçoado será, em noites de glória

Por mim reveladas, antítese da minha raiva

Pois as minhas palavras, rasgam a carne

Como adagas em chamas!

 

Reza a Deus,

Não te ouvirá,

Porque são vazias, as orações

Apenas restará a sujidade, no teu sangue

Apenas restará a sujidade, na minha dor,

E não devo descansar sob esta sepultura mutilada?

Porque devo eu prosseguir, assim, sem uma revelação

Verdade emancipada? Que hei-de inventar, agora?

Para voltar a caminhar hirto,

Voltar à senda que se esvaí, em fumo?

 

 

Maior triunfo que este? Questão posta, por insalúbre mente,

Me faça prosseguir, mais leve de mim,

Não voltar a olhar para o fundo negro, onde resido, inerte

Voltar a olhar para cima, mesmo de costas quebradas,

E sentir o vento, tocando-me no rosto,

Sentir que voltar a respirar, também é meu direito...

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