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Ultimamente, observo, nada parece ser o que era. Antes. Dou comigo a vasculhar memórias passadas. Reconditas e supostamente apagadas.

Mas como me diz ainda hoje, uma certa pessoa, "a mente é uma coisa maravilhosa de se saborear!" Nada se esquece. Realmente. Nem sequer procuro explicação para nada. Guardo essa procura para coisas mais urgentes. Porque recordar nunca me pareceu realmente urgente. Sejam recordações boas ou más.

Mas ultimamente, é quase permanente este estado. De taxativa reflexão. Quase uma introspecção. Quase um desnudar mental. Pode tornar-se perigoso. E nos últimos dias, testemunhei isso. Pela dualidade do meu juízo. Ou seja, por um lado tudo parece fora do lugar. Algo parece ter enlouquecido e pura e simplesmente saiu do seu lugar. Um local fora da sua ordem. Que não deveria acontecer. E por outro lado, bizarramente, tudo parece encaixar. Tudo parece conferir-me uma estranha pacificação. Uma estranha harmonia mental. Algum estado de verdadeira comunhão comigo próprio. Não me antecipo a nada. Não espero nada de ninguém: apenas me sento e tento fluir. Comigo próprio. Não há, de facto, tempestade que não traga bonança. Nem fome que não dê fartura! Por cada golpe e cada vergastada que recebo, tantas vezes auto infligido, posso também "limpar" a minha mente. Posso sentir o que é possivel fazer. Com a nossa mente. No fundo, a minha razão. A minha verduga, mas também a minha única e verdadeira consolação.

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