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Nada se torna mais vital e sintomático do que a visão de uma tempestade que se aproxima. Por entre o sentimento da vontade de pura e simplesmente fugir, adiar inevitabilidades, ou a vontade de permanecer e sentir a sua força, vai uma enorme distância.

Procuro tempestades. Caço-as. Tento permanecer no meio delas. Caminhar por onde vagueiam. No sentimento de as pressentir. Aquele momento de antecipação e total rompimento com a realidade, é uma verdadeira prova de vida. Estou ali. Respirando. Olhos abertos, em espera.

Talvez seja por isto que pouco me interessa o Verão. Ou até a Primavera. Nunca lhes testemunhei uma tempestade que me fizesse ficar. Olhar em extâse. Em sublime reverência. No Inverno, tamanha é a força de uma tempestade! Pressentir ainda longe, toda a sua força, não será meramente um capricho. É vital. Vou ao encontro da chuva. Da trovoada. E sei que eventualmente, muitos gostariam de finalmente me fecharem numa masmorra. Sei que isto é coisa de loucos. Extremo. Acima de tudo solitário. Muito solitário. Mas para mim, é um meio para chegar a um fim. Viver. Sentir. Coisa que poucos fazem. Mesmo julgando que estão vivos e sentem.

Eu? Caço tempestades.

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