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Quase terminaste com a vida,

No abismo que conhecemos, já

Nas lembranças que te feriram,

Nos golpes que recebemos, nas desilusões

 

E pelas minhas palavras, lidas

Tão distantes, tu encontraste vigor?

Pudeste olhar, de novo

Além da escuridão

 

Porque sei do fardo que carregas,

Onde por mim te podes apoiar

Por isso cruel, nas minhas palavras

Viste... Luz!?

 

Como? Como é possivel,

Que neste meu recanto obsceno

Que povoo com profundo desespero

Tu, alma mortal, te tenhas abrigado?

 

E se isso te fez respirar

Voltar a ver, sentir

Que morremos pelos mesmos cortes

Nas cordas estamos, e resistimos

 

Que tão distante estás, Continentes

Tu me tenhas farejado, grotesco e em abandono

Perguntes, peças

Me amarres a  este poço insalúbre

 

Deveria odiar-te

Por este peso, essa tua salvação

Nas minhas letras encontrares reflexo

E que te ajudam a viver,

Mais um dia...

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