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Voltei a regressar a onde regresso sempre. Agora mais e mais vezes. Sei porquê. Estou cansado. Exausto. A precisar de distância. Ainda mais distância.  Horas de fuga. Olhando apenas para a distância. É condição minha. Esta luta constante entre abandonar. Ou resistir.

Alguns dias farão milagres. Como dizes. Nunca testemunhei um. Que fosse apenas um. Saberia da existência de algo superior. Descrente. E cansado.  Isto mata. Assassino silencioso. Para ficar longe. Voltar a rir. Contigo. Por ti. Em ti.

Mas voltarei? A este ermo buraco? Precisarei de aqui voltar a uivar dessidência? Correr e caçar aquela tempestade! Aquela! Que me fugiu. Que me traiu. Não me levando. E aqui fiquei. Só para olhar este mar. Nesta escuridão fria. Horas e horas. Imóvel.

Regressarei? Talvez. Se não voltar a caminhar com a alcateia. Porque estou fatigado.

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2 comentários

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De diariodesentimentos a 03.09.2011 às 17:47

Que pureza de sentimentos, que lindo texto tão maravilhosamente escrito. Que dor tão profunda por não teres quem amas, é doloroso ver essa dor tão marcada em ti!
Não deixes de caminhar com a alcateia, força!
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De Fleuma a 03.09.2011 às 18:02

Sinceramente? Não acredito na forma mais "normal" de amar. E tenho comigo alguém que diz amar-me. Há muitos anos. Também lhe presto reverência. Verdadeiramente, se não fosse por ela, já aqui não estaria.
A dor de que falas é só minha. Consegues imaginar? Anos nisto! Mesmo escrever, que me foi recomendado como terapia, se está a tornar obscenamente pesado.

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