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Em águas que me rodeiam.

anéis que me afogam, lentamente

muitas vezes me elevei, para cima

para onde não me matasse, pelo frio

 

A minha sede, desfeita por líquidos

imaginei esta morte, sem dor

rejeitando a mão que me ajuda

neste torvelinho, sou apenas espectador

 

Por correntes me torno glaciar

nesta correnteza, mesmo por afogamento

consigo sentir-te, longe

acima da água, sem lágrimas

 

Olhos abertos, finalmente!

sorrisos, absorta decisão

braços sem defesa

sem gritos, para o fundo

 

Luz de prata,

o meu último olhar, a ti

neste suspiro que termina, a minha mensagem

de um peito incapaz de suportar, viver

 

Por fim rendido à verdade,

não sou nada, porque nunca o quis ser

apenas uma serpente, um rato, uma aranha

afogado por tamanha desvirtude, solidão desmedida

 

Descanso, afinal

sem mortificação, penas, raivas

sabendo que apenas permanecerei em ti,

na última lágrima, que nesta margem, teceste.

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