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por cada malha que desfaço, labor o meu

maior se torna a jaula, mais pequeno fico

por onde penso abrir a porta,

lacrada fica, esta ânsia, acometida

por tanta desilusão,

de que me serves tu, razão

quando só me gritas: instinto!

 

cá estás, tirano instinto!

sem asas e sem voar

pejado de maligna incerteza

hoje me entrego, à dor, ao desejo

que de forma faço, para me ver?

quando tudo se mostra negro

baixar a cabeça, olhando o peito, disforme

 

arrependido, por ti

aviltante visão, sem descanso dormido

cruzando os dedos, cheirando o teu rezar

sem deus, pequena consolação, miserável busca

máscara diáfana, dolorosa condição,

por teu reflexo, cresce a paixão, adulada

permanente névoa, em olhos abertos, mas cegos

 

passo ao largo, sempre prisioneiro

um olho na luz, outro na escuridão

negando-me, nego quem me chama

ecoando lamentos na penumbra,

onde posso sonhar, saltar

e jurar que amanhã estarei livre,

finalmente à solta ...

 

 

 

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