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Porque desapareceu a risada daquela face?

Onde fica aquela mágoa, acumulada

Por anos de silenciosa procura?

Tão sobria me parece, tal criatura

Sem poiso e com apenas uma asa.

Que estranha maleita a sua,

Longa é a sua maldição,

Longe da mera crença do bem ou do mal,

Ainda se remete ao silêncio, sem alegria,

Que de gemidos é feito este mundo,

E onde deveria poisar, em descanso

Apenas se curva, pois de mil pragas se corrói

Alma perdida, sem razão, finda de beleza

Alguém que se aproxime, e te apedreje

Que só quiseste ser tu, atrevimento!

Mas não gritas, morto de desgosto

Já que te entregas a essa chama e a  essa margem,

Para onde te arrastaste e descansaste,

Seja como queiras, praga imunda

Esconjurado até pelos teus, aqui morrerás!

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