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Quando, de noite te estenderes na cama, pronto a descansar, pensa quem é mais louco. Imagina, se quem  está ao teu lado, será mais "saudável" do que tu. Por um mera fracção  de segundo, pensa na loucura. Se estiveres perante um animal enjaulado. Observando-o deste lado. Através de grades, de vidros. Pensa. De que lado estarás? Do lado  de fora. Do lado de dentro? Quem será mais prisioneiro. Quem foi subjugado, submetido e forçado? Ou quem acha que é livre? Porque pensa estar em liberdade. Sem grades físicas.

Podes olhar para mim. Olha com indiferença. Achas-me louco? Ou porque não, cego? Por minhas próprias decisões. Portanto, tu serás menos louco. Afinal tu amas. Amor por quem te rodeia. Amor absoluto e sincero. Patológicamente intratável! É o que decidiste, para mim.

Ou então, porque estabeleceste regras, nada do que diga de fará mudar de visão. Já te foi dito como te deves levantar. Deitar. Glória a ti! Pois sabes bem o que é o Bem. E já agora, o Mal. Deverás mostra-lo. A mim. Louco.

Seguindo a tua lógica, as minhas loucuras, não são aceites. Embora continues a olhar-me, como mutante grotesco. Bastardo da criação, a que chamas Divina. Bastardo e insondável. Que não te dá material para estudo! Mas, se não fosse louco, porque te rejeitaria? Só um insano morderia a tua cálida mão. A tua frondosa mão. A que aperta e cumprimenta. A que acarícia o corpo. Sempre o displicente afago. Incapaz de me magoar. Pois achas que te sirvo bem. Por isso, não deveria sequer arreganhar-te as ventas! Não a quem me alimenta!

Imaginas que sou teu servo. Louco por uma ovação. Contigo a puxar a trela da submissão. Curvas-te. Curvas-me. Ignorante criatura! Não sabes de mim? Assim que possa, arrancar-te-ei a garganta! Assim que se faça penumbra, rasgar-te-ei a alma em pedaços! Deixar-te-ei na condição mais preversa. Abandono e casta incerteza: Onde terás falhado?

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