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Por meu orgulho e apenas meu,

a minha decadência.

Pelo meu cheiro e apenas meu,

a muralha que me sustém.

Por minhas desvirtudes,

retiro a moral, a existência.

Pela procura do Nada, esse Nada

encontro a fonte de purga.

Pelo meu amor e apenas meu,

sacrificarei tudo o mais, sem piedade.

Por minhas pragas, maldição

caminho para a razão, glória.

Por uma breve verdade, porque real

a minha miserável existência.

Porque me acompanhas, senhora de mim

não voltarei a este vazio.

Por minha arrogância e apenas minha,

condenado a vaguear estou.

Caçando a tempestade, mortificado,

Cravando a sede deste momento,

em austero e auspicioso recomeço.

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