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Por minhas palavras e por minha música, percebi a brisa da minha entrega. Criando a absorta vontade. Inimiga dessa razão, que procuro. Em verdades escondidas, vislumbrei, no que me tornei. Casca esventrada. Sinuosa à minha paciência. Por vezes em voo rasante. Quase a vejo realizada. Outras, tantas outras vezes, olho-me: Só vejo a ruína. Destroços carbonizados. Anos de silenciosa comoção. Reduzidos a uma visão esbatida. Sem cor que se ame. Sem apelos à candura do desejo.

Mas posso bater no peito. Mendigo de ilusões perseguidas. Incapaz de me conter,  esperar pela próxima onda. Que me afastará da margem, da areia solarenga. E não consigo sorrir. Apenas invejar, quem o faz. E nem sequer quero que me vejam. Tal é a minha pouca paixão, para suportar quem não voa. Quem já se tornou fóssil. Imunda condição! Reles virtude!

Feito de carne. E de ossos. Olhos que lembram o mar. Dos meus lábios o recitar. Recitar o poema do Nada. Poemas escritos por punhos rudes. Poemas... da minha crença. E loucura.

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