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Porque hoje é loucura. Um dia mais. Um amanhecer, para mim, impossível. Escondido nesta letárgica monção. Onde chove. Nunca brilham as luzes. Onde o frio me ama e volta, todos os dias.

Revivo, nesta melancolia, a minha condição. Aniquilação do que me pertence. Morte por envenenamento-ventre exposto.

Mas hoje, ainda não chegou. A chuva  e a brisa. Terá dormido noutro quarto? Haverá maior desdém do que o meu? Por outras palavras, se terá encantado. Megera satisfação! Por mim nutrida. Solidão e satisfação.

Solitude imposta. Forçada. Arrepiada. Monstruosa e imaculada. Tal é o meu prazer, que me sinto fraco! Sem forças para a contrariar. Como em sonhos, transportado por essas delicadas mãos. Essa mal-vinda concepção. Onde nada do que faça, será venturoso. Apenas uma réstia do que sou. Sentimento arguto. Acre sabor. Pestilência mortal.

Hoje é a loucura. Assim, me sento. E respiro. Amanhã, talvez morto, seja a festa! Com muito vinho de ira. Com muita lúxuria de desprezo.

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