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( Imperfeição? ... Minha )

 

Para a grande maioria das criaturas que conheço e convivo,  este será um dos meus maiores defeitos. Uma aresta que não conseguem limar. Uma distorção de carácter. Amam dizer-mo, na cara. Ou até, escreve-lo, com todas as letras!

Desde logo, concordo com o facto de ser orgulhoso. Antes partir do que vergar. Uma forma de encarar a vida, que não nasceu comigo. Cresci e executei uma das mais implacáveis leis da madrasta natureza: Adaptei-me. Senão, já teria deixado de respirar. Assim foi. E é; a lei da sobrevivência. Do mais forte. Seremos predadores ou vítimas.

A minha resposta aos que me chamam, com desdém, orgulhoso e monstro, apenas se fica por uma expressão que a todos deveria tocar: Não esquecer, jamais. A minha adaptação passou e passará, por me tornar orgulhoso. Orgulho do que consegui. Apesar de todas as depreciações da vida. De todos os obstáculos. Se o meu corpo é uma marca vísivel disso, no meu carácter, este factor é ainda mais sólidamente notado.

Interessa pouco. Pelo menos a quem não me conhece. Que eu nada dê por adquirido. Que caia e volte a cair. Para me erguer. De novo. Porque o desespero, é muitas vezes bom conselheiro. Não me deixou esquecer. Tornei-me mais confiante de mim mesmo. E por isso, talvez os ignorantes o confundam. A força interior. Agarrada, tantas e tantas vezes, com unhas e dentes, tábua de salvação para a sanidade, com mera jocosidade e desdém, da minha parte. Impensável! Pelas leis da religião. Pelos deleites do amor ou outra qualquer causa, que seja eu o primeiro a aceitar e a gostar da minha maneira de pensar. Sou,assim, egoísta. Nem que seja pelo olhar vesgo da maioria. Confundem o orgulho. Serei orgulhoso. Mas não estupidamente. Sei medir a distância que vai de um acto de defesa pessoal e por isso de força pessoal, a uma reles razia ás emoções dos outros.

Aliás, creio que muitos é que não sabem conviver com isto.

Quando olho para as situações, também desespero. Quase naquele limiar... E como será que me volto a erguer? Alguma ajuda chega. Mas não é o suficiente. Possuo essa anormal capacidade de me redimir. Por isso, dá-me uma certa vontade de rir, com certos lamentos. Certos desabafos.

E de  cada vez que me ergo, fico mais confiante. Mais orgulhoso. Mais cínico. Também é uma verdade. Mas, eis um dano colateral. Inevitável, no meu caso.

Assim, uma distorção. A juntar a muitas outras. Sei da impossibilidade da maioria lidar com isso. E não o fazendo, são também orgulhosos. Apenas não o reconhecem. Preferindo a pacatez da negação. E da necessidade de se fazerem à imagem que delas se espera.

Venerável decisão. Para quem prefere acovardar-se a enfrentar a verdade.

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